Máquinas da Prefeitura de Campo Grande já fizeram nivelamento e demarcação do terreno às margens da Avenida dos Cafezais, no bairro Paulo Coelho Machado, onde será construído o primeiro condomínio totalmente sustentável da cidade. O projeto, autorizado há dois anos e meio, será financiado pelo Programa Minha Casa, Minha Vida, e entregará cerca de 164 apartamentos para pessoas de baixa renda.

Desde a semana passada, moradores da região sinalizaram a presença de equipes da Prefeitura no lote. Na área, estacas sinalizam o espaço onde serão erguidos os prédios, uma nova rua foi aberta e até ligação da rede de água foi feita.  

Segundo o diretor-presidente da Emha (Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários), Cláudio Marques, a construção vai atender a regras para que se encaixe no modelo de sustentabilidade.

Entre elas, Cláudio cita funcionalidades como sistema de reutilização de água, placas solares, praça para uso dos moradores do condomínio e da vizinhança, além do modelo de construção aberta, com dispensa de muros e portões.

Nova Rua foi aberta na lateral de onde será o condomínio. (Foto: Nathalia Alcântara, Jornal Midiamax)

Dois anos e meio depois

A movimentação das máquinas começou só agora, no entanto, a autorização do projeto das casas ambientais foi dada em agosto de 2021, quando o então Ministério do Desenvolvimento Regional selecionou Campo Grande para a construção do modelo residencial. A intenção é de que o protótipo fosse replicado em outras cidades do País mais tarde. 

Para o projeto, foram listados critérios em quatro eixos: eficiência energética, industrialização, adaptabilidade e custo. Com o empreendimento, o Governo observou conforto ambiental com menos custo e menor consumo de energia, que pudessem ser reproduzidos em larga escala. 

Em nota, a Emha informou que “a preparação do solo para a construção já foi iniciada e que aguarda novas devolutivas da Caixa Econômica Federal para iniciar a construção no segundo semestre deste ano”.

Como será o condomínio?

Em Campo Grande, vai incluir fachada ativa em frente à Avenida dos Cafezais, com disponibilidade de locação para estabelecimentos comerciais, praça, jardins e pátios interno e externo (de uso comum para a população do entorno) drenantes, horta comunitária, bicicletário, pisos em concregrama e uso de tecnologias para ampliar a eficiência energética do empreendimento, além de sistema de captação de água das chuvas para reuso.

Confira o projeto