O aumento dos incêndios florestais no tem impactado diretamente o período de reprodução das aves nativas da região. Na última terça-feira (14), o fogo que atingiu as margens da , na região do Buraco das Piranhas, em , afetou uma área que abriga uma imensa diversidade de espécies.

Conforme o IHP (Instituto Homem Pantaneiro), o incêndio nessa região alcançou proporções significativas, criando um “túnel” de fogo e fumaça que queimou a vegetação em ambos os lados da rodovia, que conecta Campo Grande a Corumbá.

Utilizando armadilhas fotográficas, o IHP monitora a fauna na BR-262 e fornece suporte a outras instituições quanto ao uso de pontes de vazante como passagem para animais.

Wener Hugo Moreno, mestre em Biologia Animal e membro da equipe de monitoramento ambiental do IHP, destaca que devido à grande presença de aves na região, os incêndios florestais podem causar danos consideráveis às espécies.

“No período de setembro a outubro, durante a primavera, as aves brancas, como garças e outras de grande porte, usam esse período para nidificar, construindo ninhos para a reprodução. Os incêndios neste momento prejudicam diretamente esse processo natural”, explica o biólogo.

Segundo ele, os incêndios florestais têm um impacto significativo devido ao período de estiagem que, após as vazantes, cria o isolamento das baías, resultando em uma oferta alimentar essencial para as aves.

O Instituto Homem Pantaneiro é uma organização sem fins lucrativos fundada em 2002 em Corumbá. O IHP atua na conservação e preservação do bioma Pantanal por meio de gestão de áreas protegidas, apoio a pesquisas científicas e promoção de diálogo entre os interessados na região.

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