Logo pelas 6h30 desta quinta-feira (19), um dia após a paralisação dos motoristas do transporte público, um coletivo apresentou defeito na Avenida dos Cafezais, em Campo Grande. Passageiros reclamaram da lotação e processo para troca de ônibus.

Segundo Everton Lauriano dos Santos, analista contábil, o ônibus da linha 116-Los Angeles estava lotado quando o veículo começou a vazar combustível. “O diesel estava correndo solto. O ônibus do horário seguinte levou grande parte [de passageiros], mas o motorista havia entrado em contato para que [o ônibus] fosse substituído”, disse.

Outra passageira que estava no mesmo veículo disse que a quantidade de pessoas foi dividida conforme a colaboração de cada um. “Tinha gente que estava atrasado demais e entrou no ônibus. Teve gente que ficou esperando o próximo”, disse.

Impasse no serviço

A situação acontece em meio ao atual impasse de sucateamento do serviço, como terminais sem manutenção e a briga para reajuste salarial dos motoristas do Consórcio Guaicurus, que paralisou as atividades por não ter acordo com empresários. A categoria pede reajuste de 16% e os empresários limitaram para 6,5%.

Entretanto, o consórcio alega que para fornecer o reajuste a passagem deve ficar mais cara, passando de R$ 4,40 para R$ 8. Conforme a prefeita Adriane Lopes (Patriota), a tarifa técnica (valor final que o Consórcio vai receber por passageiro, considerando os subsídios aos alunos de escola pública) foi proposta em R$ 5,80 após estudos da agência de regulação municipal. Com isso, o “passe” pode ter valor definido entre R$ 4,65 e R$ 4,80.

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