Termina nesta terça-feira (17) o prazo final estabelecido pelo STTCU (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano) para uma resposta do Consórcio Guaicurus sobre o reajuste salarial exigido pelos motoristas de ônibus. Com isso, a categoria deve votar o indicativo de greve em assembleia nesta quarta-feira (18). Se a maioria decidir pelo movimento grevista, Campo Grande pode ficar sem ônibus a partir da quinta-feira (19).

Não houve posicionamento do Consórcio Guaicurus até o momento, segundo o presidente do sindicato, Demétrio Freitas. Também não há previsão de reuniões com empresários e o horário da assembleia de quarta, mas o sindicalista confirma que a categoria deve cruzar os braços e votar o indicativo de greve.

Em ata de reunião com o presidente do Setor (Sindicato das Empresas do Transporte Coletivo Urbano de MS), João Rezende, e gerente executivo do consórcio, Robson Luis Strengari, nesta manhã, a empresa pontuou que não teve o reajuste da tarifa definido pela Prefeitura de Campo Grande e que o consórcio não tem como atender às reivindicações.

Por sua vez, a categoria reforçou que aguardou os prazos solicitados e divulgados amplamente, paralisando as atividades nos próximos dias, portanto, “encerrando as tratativas amigáveis”.

Reajuste da tarifa

A categoria pede o reajuste salarial de 16%, enquanto empresários pontuam o limite de 6,4%. Desde 22 de dezembro, debatem o valor do reajuste, mas não alcançaram um acordo.

O Consórcio Guaicurus pede aumento da passagem do transporte público de R$ 4,40 para R$ 8. De acordo com o diretor-executivo do consórcio, Robson Strengari, o novo preço considera diversos fatores, como a alta do combustível e INPC (Índice Nacional de Preço ao Consumidor).