Com o objetivo de sensibilizar a população quanto à importância do descarte e disposição correta de resíduos sólidos, a necessidade do controle de vegetação nos lotes e os problemas ligados ao uso de fogo para a limpeza desses espaços, a Prefeitura de Campo Grande inicia, nesta quinta-feira (23), uma ação permanente que vai envolver diversas secretarias e órgãos municipais.

A prefeitura de Campo Grande lançou nesta quinta-feira (23) a ação “Terreno Limpo, Cidade Limpa” com o intuito de zerar os lixões clandestinos da cidade até o fim de abril. Para isso, vai ampliar dos atuais cinco para 50 ecopontos e instalar câmeras em locais críticos.

O lançamento aconteceu em frente a Escola Municipal Irene Szukala, no bairro Aero Rancho, onde moradores descartam lixo constantemente. “Já aconteceu de limparmos de manhã e à tarde ter lixo de novo. Agora colocamos câmeras para coibir a ação”, disse a prefeita Adriane Lopes (Patriota).

A professora Valdirene Moreira, 51, explicou que há muito tempo a calçada da escola é tomada por lixo, descartado irregularmente pelos próprios moradores do bairro. “Há 20 anos tem esse problema aqui no bairro. Espero que com as câmeras melhore essa situação”.

Apesar de dizer que vai ampliar os ecopontos e instalar câmeras, a prefeitura não detalhou quando os serviços passam a funcionar e nem os locais.

Ação acontece em meio a “chuva” de reclamações

A ação da prefeitura não é por acaso, já que as ruas de Campo Grande estão cada vez mais tomadas por lixões irregulares. Moradores denunciam o tempo todo os lixões que se formam “da noite para o dia” e obstruem até as calçadas.

Recentemente o Jornal Midiamax mostrou que tem se repetido reclamação de moradores sobre a limpeza de áreas públicas e privadas nas sete regiões da cidade. Em alguns casos, o acúmulo de lixo já dura anos e evidencia falta de e motivo para dor de cabeça em muita gente.

Além da espalhada pelas vias de Campo Grande, os itens descartados se transformam em recipientes que são prato-cheio para proliferação do -da-dengue. Apesar de Campo Grande estar com baixa incidência para a doença, Mato Grosso do Sul está em alerta, com mais de 8 mil casos confirmados em 2023.

(Foto: Kísie Ainoã/Midiamax)

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