A população de Mato Grosso do Sul envelheceu, com menor número de nascimentos e maior expectativa de vida. Mas, na prática, os idosos estão cada vez mais ativos e buscando espaço na sociedade e para integrá-los, os Cras (Centro de Referência de Assistência Social) oferecem atividades exclusivas para quem passou dos 60 anos.

No bairro mais populoso de Campo Grande, o Cras Aero Rancho oferece atividade para os idosos toda quinta-feira, das 14h às 16h, que atrai cerca de 60 pessoas. Coordenadora do Cras , Lurdinha Quintana, afirma que os idosos são sempre muito participativos e animados.

“As limitações dos idosos estão muito ligadas a questões físicas, mas fora isso eles são sempre animados, participam de tudo, brincam e conversam. É sempre uma tarde muito agradável e aberta para todos os interessados”, afirma.

As atividades do Cras inclui ginastica laboral, hidroginástica, jogos de tabuleiro, lanche saudável comunitário e os interessados podem se inscrever direto no local.

‘Mais ativos que crianças’

Professora de educação física no Cras Aero Rancho, Luciane Moura conta que se surpreendeu com a disposição dos idosos. “Realmente a populações está envelhecida, mas ativa e mais animada que as ”, afirma.

Para Luciane, é especial viver momentos com os idosos e poder contribuir para que eles se mantenham ativos e parte da sociedade. “A vezes eles são excluídos, mas eles querem participar, se manter ativos e parte de tudo”, diz ela.

Envelhecimento da população

Dados do Censo 2022 mostram que a população de envelheceu consideravelmente nos últimos 42 anos. Em 1980, as crianças representavam 40,8% da população, percentual que caiu para 22% em 2022, enquanto o percentual de idosos mais que triplicou.

Desde o ano 2000, o percentual de população entre 15 e 64 anos se mantém em 68,4%, enquanto o percentual de crianças diminui e o de idosos cresce. Em 2000, as crianças de zero a 14 anos representavam 30,6%, índice que caiu para 25% em 2010 e para 22% em 2022.

Do outro lado da pirâmide, a população de idosos com mais de 65 anos, que era de 5% em 2000, passou para 6,6% em 2010 e para 9,6% em 2022. Na prática, nascem menos crianças enquanto a expectativa de vida tem aumentado.

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