Com população de 11.349 habitantes, o município de Batayporã, no leste de Mato Grosso do Sul, aparece na faixa vermelha e acumula a maior incidência de casos de dengue do Estado. 

Conforme dados da (Secretaria Estadual de Saúde), Batayporã contabilizou 325 casos de dengue em 2023. Pela média, a secretaria municipal de saúde identificou um caso da doença a cada 34 moradores. 

Diante da situação alarmante, neste ano a criou o Comitê Municipal de Mobilização, Prevenção e Combate ao Aedes aegypti, que reúne representantes de todas as secretarias em ações de fiscalização, orientação e combate aos focos do mosquito. 

Uma das estratégias desenvolvidas é o mutirão de limpeza que percorre bairros da cidade, ação previamente avisada por carro de som. 

“Nós informamos o período que vamos atuar no bairro e pedimos para que a população descarte entulho e outros itens, como móveis e utensílios em desuso”, explica o secretário de Obras, Desenvolvimento Econômico, e Meio Ambiente, Renan Bom. 

Recentemente, cerca de 12 toneladas de pneus foram recolhidas pela Secretaria para descarte regular.

Altas incidências

Na segunda posição da lista de municípios com altas incidências aparece Bodoquena, com cerca de 7.838 moradores e que já notificou 178 casos, uma média de um a cada 44 habitantes. Na sequência está Jaraguari, com uma confirmação de dengue a cada 56 moradores. 

A lista vermelha inclui ainda Bonito, Corumbá, Ladário, Alcinópolis, Caracol, Figueirão, Itaporã, Sidrolândia, Bela Vista, Antônio João, , Miranda, Guia Lopes da Laguna, Rio Verde, Jardim, Maracaju, , , Três Lagoas, Rio Negro, Vicentina, Brasilândia, São Gabriel do Oeste, Juti, Laguna Carapã, Angélica, Sonora e Bataguassu. 

Nos dois primeiros meses de 2023, Três Lagoas lidera com o maior número de casos, 439 ao todo. Bonito vem na sequência com 325 e Campo Grande com 303. 

No mês de fevereiro, a dengue matou duas pessoas em Mato Grosso do Sul, um adolescente de 14 anos e uma mulher de 59. Outras quatro mortes estão em investigação.

Sintomas da Dengue

A dengue é uma doença febril aguda, que pode apresentar um amplo espectro clínico: enquanto a maioria dos pacientes se recupera após evolução clínica leve e autolimitada, uma pequena parte progride para doença grave. Fatores de risco individuais determinam a gravidade da doença e incluem idade, comorbidades (doenças preexistentes) e infecções secundárias.

Fique atento às dicas contra o mosquito 

  • Evite água parada, em qualquer época do ano;
  • Mantenha bem tampado tonéis, barris de água e caixas d’água; 
  • Guarde pneus em locais cobertos;
  • Remova galhos e folhas de calhas; 
  • Não deixe água acumulada sobre a laje;
  • Encha pratinhos de vasos com areia até a borda ou lave-os uma vez por semana e faça sempre a manutenção de piscinas;
  • Feche bem os sacos de lixo e não deixe ao alcance de crianças e animais;
  • Troque a água dos vasos e plantas aquáticas uma vez por semana; 
  • Coloque lixos em sacos plásticos em lixeiras fechadas; 
  • Mantenha garrafas de vidro e latinhas de boca para baixo;
  • Tampe ralos;
  • Não acumule sacos plásticos e lixo no quintal;
  • Qualquer medida que impeça o acúmulo de água e de sujeiras. 

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