Fiscais da (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de MS) realizam trabalhos de estudo e monitoramento na região pantaneira de Mato Grosso do Sul para evitar o surgimento de gripe aviária na região. Como a doença pode ser contraída por meio do contato com aves doentes, pesquisa estuda espécies que podem ter algum risco da transmissão.

Conforme informações do Governo do Estado, não há nenhum caso de influenza aviária no Brasil. Mesmo assim, monitoramento é fundamental para a prevenção. A região mais estudada é a Nhecolândia por ser ponto de parada obrigatória para aves que migram anualmente entre Canadá, Estados Unidos, México e Brasil. Dessa forma, o movimento natural pode esconder o risco de transmissão de influenza aviária.

“Todo o trabalho é feito principalmente nas proximidades das lagoas em propriedades rurais, identificadas por imagens de satélites e também ouvindo a população local como pontos onde as aves silvestres se encontram, e também podem ter contato com as domésticas”, explica Marco Aurélio Guimarães, médico veterinário que trabalha como fiscal agropecuário e gerente de Controle e Operações da Iagro.

Dessa forma, a tecnologia aliada ao uso de é fundamental para localizar aves doentes, com sintomas da doença e até as que se encontram caídas.

“Essas áreas são possíveis pontos de entrada da doença no Brasil, e por isso intensificamos o trabalho nesses locais, mesmo que distantes”, frisa Guimarães.

Se algum caso suspeito é identificado, amostras de sangue das aves são coletadas para análise em laboratório federal. O prazo do resultado é de uma semana. Ainda segundo o Governo de MS, a influenza foi identificada em granja boliviana na região dos Andes. Apesar de distante de MS, a se mantém necessária.

Fiscalizações

Uma das fiscalizações realizadas na semana passada foi na fazenda Novo Horizonte, próxima da Curva do Leque, região da Nhecolândia. Local tem muita concentração de aves por ser uma região de invernada para os animais que migram do hemisfério norte para o sul.

Dessa forma, os estudos se concentraram nos patos e gansos. Assim, a orientação é que a população evite o contato com esses animais e avise as autoridades responsáveis caso haja qualquer suspeita.

Os contatos para tirar dúvidas ou apontar possíveis problemas relativos à sanidade animal e vegetal são o site da Iagro, o sistema e-sisbravet, os escritórios locais da Iagro e o número da agência no WhatsApp, que é o (67) 99961-9205.

Posto de Fiscalização Esdras

O Governo de MS também adotou o Posto de Fiscalização Esdras, na linha de fronteira com a Bolívia, o arco de desinfecção da Iagro, como uma das medidas para evitar a entrada da influenza aviária no Brasil pelo Estado.

A estimativa é que diariamente 8 mil veículos de passeio cruzem a linha internacional entre Brasil e Bolívia, além de aproximadamente 800 veículos de cargas. Muitos deles vão passar pelo arco, onde se faz a higienização necessária.

Outro ponto de fiscalização é a rodovia BR-262, onde fica a unidade da PMA (Polícia Militar Ambiental) no Buraco das Piranhas. Além desses dois trabalhos, também são feitas fiscalizações volantes em diversos pontos da região fronteiriça. Os assentamentos estão inclusos nessa fiscalização.

Influenza aviária

Não há nenhum caso da doença no Brasil por enquanto. Uma das características da influenza aviária é a alta mortalidade das aves e humanos infectados. A transmissão para humanos só ocorre se houver contato íntimo com esses animais, e não existem ainda casos de transmissão entre humanos.

Contudo, uma mutação do vírus pode acontecer e a doença passar a ser transmissível de pessoa para pessoa, seguindo com alta mortalidade.

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