O passageiro do transporte público continua aguardando o anúncio final da prefeitura sobre o na tarifa de . Nesta sexta-feira (20), a (Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Campo Grande) formaliza a ata que aprovou o reajuste e irá entregar à prefeita Adriane Lopes (Patriotas), que vai definir o novo valor, que deve custar entre R$ 4,65 e R$ 4,80.

Conforme disse o diretor-presidente da Agereg, Odilon de Oliveira Junior, ao Jornal Midiamax, a pasta apresentou o estudo da tarifa técnica definido em R$ 5,80, porém, o valor não será pago integralmente pelo passageiro.

“A Prefeitura haverá de apresentar um estudo para abater uma porcentagem da passagem. Por exemplo, atualmente a tarifa técnica é de R$ 5,15 e o passageiro paga R$ 4,40”, disse.

Ou seja, ainda não foi definido qual real valor será cobrado do passageiro e de quanto será a desoneração da tarifa, em razão dos impostos e aportes feitos pelo Governo do Estado. O que foi decidido será publicado no Diário Oficial de Campo Grande.

Consórcio pede quase R$ 8 na tarifa

Durante a última reunião, na quinta-feira (19), representantes do consórcio ficaram insatisfeitos com o resultado. O gerente executivo, Robson Strangari, afirma que o valor aprovado pela Agereg não mantém os custos do transporte “como deveria”, o que dificulta novos investimentos.

Apesar de admitir a necessidade de melhorias no transporte, o representante do consórcio afirma que novos investimentos geram custos, difíceis de serem cobertos com a tarifa aprovada. Para o consórcio, o ideal seria uma tarifa de R$ 7,79.

Sobre o reajuste dos funcionários, Strangari disse que será feito a partir do reajuste da tarifa, porém abaixo dos 16% desejados pelos trabalhadores que paralisaram as atividades na quarta-feira (18).

Impasse de três vias

Os motoristas de ônibus, município e consórcio vivem um novo impasse na estabilização do serviço público, pois, enquanto os trabalhadores pedem reajuste salarial de 16%, os empresários argumentam que a passagem deveria subir para R$ 8 para fornecer o reajuste trabalhista.

Para que o novo valor da tarifa seja definido, Adriane disse que ainda aguarda o valor do subsídio do Governo do Estado para aporte do passe estudantil dos alunos da rede estadual. O valor, que em junho foi de R$ 7 milhões, deverá ser definido conforme o número de alunos matriculados.

Em junho de 2022, Termo de Convênio nº 32.097 transferiu R$ 7,2 milhões (pouco mais de R$ 1 milhão por mês) em recursos do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul para ajudar a arcar com a gratuidade do passe dos estudantes de Campo Grande. O termo foi publicado em edição extra do Diário Oficial do Estado de 30 de junho.