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Cotidiano

Boatos sobre ataques dia 20 amedrontam pais, mas escolas garantem aulas normais em Campo Grande

Atentado nos Estados Unidos completa 24 anos e é lembrado em mensagens que circulam nas redes sociais
Thalya Godoy -
Rondas escolares reforçaram segurança nas escolas (Divulgação, PMCG)

Pais e responsáveis com filhos em idade escolar em Mato Grosso do Sul estão preocupados sobre as ameaças que circulam pela internet sobre o dia 20 de abril, data em que massacre de Columbine, nos , completa 24 anos. O atentado escolar foi o primeiro a chocar o mundo, em 1999, com a morte de 12 alunos, um professor, além de outras 21 pessoas feridas.

A data tem sido citada em mensagens compartilhadas em grupos de WhatsApp e usada como forma de amedrontar a comunidade escolar desde a morte de uma em escola de , em março deste ano e o ataque a uma creche em Blumenau (SC), que deixou quatro crianças mortas no dia 4 de abril.

Apesar do temor, boa parte das mensagens que circulam na internet não menciona alvos e nem cita Mato Grosso do Sul. A maioria dos prints de grupos de mensagens são conversas com DDD de outros estados. 

A reportagem não vai detalhar o texto das mensagens das redes sociais para não dar evidência aos autores dos conteúdos de ameaças.

Pais preocupados e divididos

Preocupada com as mensagens, a diarista Patrícia Ferreira Pinto de Lima, de 39 anos, disse ao Jornal Midiamax que provavelmente não mandará a filha de 15 anos para a escola na próxima quinta-feira (20), mesmo com prova marcada para o dia.

“Eu tinha visto pelas redes sociais sobre o dia 20. A gente tem medo, não sabe se é fake news ou não […] a gente fica preocupado sobre a segurança. Eu como mãe sempre estou verificando a mochila, mas tem muitos pais que saem antes deles e não olham”, ela avalia. 

Por outro lado, o advogado João Luiz tem duas filhas matriculadas em colégio na rede privada, e acredita que há uma histeria sobre o assunto, o que prejudica distinguir o que é real e potencialmente perigoso daquilo que é mentira. 

“A princípio não estamos com receio de mandar as meninas para a escola, embora estejamos vigilantes às notícias que são veiculadas. A escola delas nos tranquilizou a respeito”, afirma. 

Aulas serão normais e secretarias garantem segurança nas escolas

O Jornal Midiamax perguntou às secretarias de educação de e de Mato Grosso do Sul sobre como ficarão as aulas no dia 20 de abril e a decisão é de não “abaixar a cabeça” para as supostas ameaças e manter as atividades normalmente.

Na última quarta-feira (12), em anúncio do plano de segurança escolar, o governador Eduardo Riedel (PSDB) afirmou que vai manter as aulas normalmente e “não vai se pautar por fake news”. 

Além disso, também estão previstas ações de conscientização e de caráter pedagógico no dia 20 para debater temas relacionados. 

A reportagem também questionou a Semed (Secretaria Municipal de Educação) sobre ações de segurança específicas para a próxima quinta-feira (20. Em resposta, a pasta informou que o esquema de segurança está reforçado com policiamento e rondas. “A entrada nas unidades escolares é apenas com autorização e também será trabalhado pelas escolas, atividades de conscientização com os alunos”, afirma.

O presidente da (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Jaime Teixeira, reforça a avaliação do Governo e reforça que não se deve fomentar o pânico e que as aulas devem acontecer sem restrições. 

“Evidente que é uma preocupação grande dos professores com essa violência, principalmente propagada pelo submundo da internet, mas o que está se trabalhando, especialmente na rede estadual, é que se trabalhe normalmente […] não vamos dar ênfase, mas também não vamos descuidar a segurança”, garante o presidente da Fetems. 

Diante de ameaças e após a tensão instalada com ataque em Blumenau, escolas particulares de Campo Grande investem em segurança armada, reforçam segurança com instalação de câmeras, concertina e outros dispositivos que evitem invasão das unidades escolares.

*Matéria atualizada às 12h30 de 18 de abril de 2023 para acréscimo da resposta da Prefeitura.

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