Após um protesto dos moradores da favela Mandela, o diretor-adjunto da Amhasf, Cláudio Marques, diz que o prazo para a entrega das casas populares continua previsto para 2024. Na noite desta sexta-feira (24), a populares realizaram uma manifestação acreditando que a entrega das residências seriam adiadas.

Devido ao adiamento da construção de casas populares prometidas às famílias da comunidade, a Rua Elmira Ferreira de Lima foi fechada. Moradores ficaram na via e atearam em objetos.

“Tivemos um problema na construção das unidades por conta de uma recomendação do Ministério Público e para que a gente não tenha a obra embargada, nós atendemos a recomendação para tirar a licença ambiental por estar ao lado de um parque. Apesar da área ser do município a gente precisa ter autorização. Independente disso nós vamos dar continuidade e o prazo para entrega das unidades habitacionais permanecem até o final do ano que vem. O nosso compromisso não mudou. Vamos dar continuidade a licença ambiental e execução das casas”, explicou Cláudio Marques aos moradores.

O manifesto acabou logo após representantes da Amhasf (Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários) entrarem em contato com os populares. Em janeiro deste ano, a prefeitura de Campo Grande assinou o contrato para a construção de 220 casa populares na região norte de Campo Grande que deveriam der entregues em 24 meses.

Recomendação do Ministério Público adiou início das obras

Devido a uma recomendação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), relacionado a licenciamento ambiental, a construção das casas será adiada.

A 34ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, por meio do promotor de Luiz Antônio Freitas de Almeida, recomendou ao município de Campo Grande que efetue, com a “máxima prioridade”, o licenciamento ambiental da implantação dos loteamentos Mandela 1, 2 e 3.

Ainda segundo o MPMS, a promotoria recomentou aos gestores municipais que seja ouvido o órgão gestor do Parque Estadual das Matas do Segredo, para licenciar os empreendimentos caso houver autorização do órgão gestor, após prévia oitiva do conselho consultivo daquela unidade de conservação.

“Falaram que a gente ia sair da aqui em janeiro aí a prefeitura enganou a gente”, disse uma moradora que preferiu não se identificar. “Estava tudo certo para sair as casas ano que vem, nem vieram falar com a gente”, disse outro morador.

Regiane Rodrigues de Souza, de 28 anos, que mora na comunidade há sete anos, informou à reportagem que representantes da Amhasf (Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários), entraram em contato com a líder da comunidade, Greiciele Nayara, informando que o embargo é de responsabilidade do MPMS e não da prefeitura. “Disseram que eles vão vir aqui na segunda junto com a prefeita, se eles não vierem vamos fazer protesto de novo”, falou a moradora.