A Avenida Júlio de Castilho, no sentido bairro-centro de Campo Grande, registrou congestionamento na manhã desta terça-feira (8). A rota seria uma alternativa para condutores que tentam fugir das interdições parciais na Avenida Duque de Caxias, onde acontecem manifestações de insatisfeitos com os resultados das eleições presidenciais.

O fluxo em horário de pico na avenida é constante, entretanto, condutores relatam que o trecho tem sido usado por moradores que preferem evitar minutos no congestionamento próximo ao CMO (Comando Militar do Oeste).

9 dias de bloqueios na Duque de Caxias

A concentração de pessoas no trecho já dura nove dias, manifestantes ocupam o canteiro central da avenida, com carros, caminhões e barracas, e também bloqueia o trânsito em faixas da avenida.

Os trechos de ambos sentidos estão parcialmente bloqueados, variando o número de faixas liberadas. Com isso, vizinhos da região relatam que estão sendo prejudicados.

Moradores que vivem aos arredores do CMO (Comando Militar do Oeste), na Avenida Duque de Caxias, organizam uma manifestação em frente à Câmara dos Vereadores de Campo Grande, na quinta-feira (10), para pedir intervenção do Legislativo para liberação total do trânsito na Avenida.

Secretário de MS deve se reunir com PF

Na noite desta segunda-feira (7), após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que fixou prazo de 48 horas para que forças de segurança informem a identificação de lideranças das manifestações, o secretário da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), Antonio Carlos Videira, informou que buscará reunião com o superintendente da PF em Mato Grosso do Sul, Chang Fan, e o MPE (Ministério Público Estadual), nesta terça-feira (8).

“A partir da divulgação da decisão, já recebemos vários vídeos e fotos, principalmente dos veículos e caminhões”, disse. Ainda de acordo com Videira, também há denúncias sobre supostos responsáveis na organização dos atos.

Ainda segundo o secretário, no encontro com o superintendente regional da PF, deve ser discutida a forma de cumprimento da ordem judicial do STF, que determina que lideranças e veículos envolvidos nas manifestações sejam identificados.

O chefe da pasta também lembrou que não há mais rodovias interditadas em Mato Grosso do Sul.