Moradores que vivem aos arredores do CMO (Comando Militar do Oeste), na Avenida Duque de Caxias, organizam uma manifestação em frente à Câmara dos Vereadores de Campo Grande, na quinta-feira (10), para pedir intervenção do Legislativo para liberação total do trânsito na Avenida, ocupada há 9 dias por manifestantes insatisfeitos com o resultado das eleições presidenciais.

A concentração dos manifestantes ocupa o canteiro central da avenida, com carros, caminhões e barracas, e também bloqueia o trânsito em faixas da avenida. Os trechos de ambos sentidos estão parcialmente bloqueados, variando o número de faixas liberadas. Com isso, vizinhos da região relatam que estão sendo prejudicados.

“O comércio, trabalhadores e pessoas em translado para diversos bairros, aeroporto, polo industrial oeste, bem como outros municípios, estão sendo prejudicados com a obstrução e/ou congestionamento permanente dessa importante via pública, além das vias adjacentes”.

Barulho e congestionamento

Moradores pretendem se manifestar de branco, em simbolismo de paz. “As crianças, idosos e animais domésticos estão em permanente estresse pelo excesso de barulho de fogos de artifício, discursos, aparelhagens de sons potentes, com hinos desde o amanhecer, até tarde da noite, que perturbam o sossego de toda região”.

Outro ponto de reivindicação é a aplicação de medidas cabíveis às infrações de trânsito que estão sendo descumpridas nesse período.

“Vimos na imprensa que os fiscais da prefeitura estão multando em várias regiões da cidade, menos em frente ao CMO, onde é de conhecimento de todos, inclusive das autoridades competentes, a prática de diversas infrações legais”.

Secretário de MS vai se reunir com PF

Na noite desta segunda-feira (7), após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que fixou prazo de 48 horas para que forças de segurança informem a identificação de lideranças das manifestações, o secretário da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), Antonio Carlos Videira, informou que irá se reunir com o superintendente da PF em Mato Grosso do Sul, Chang Fan, e o MPE (Ministério Público Estadual), nesta terça-feira (8).

“A partir da divulgação da decisão, já recebemos vários vídeos e fotos, principalmente dos veículos e caminhões”, disse. Ainda de acordo com Videira, também há denúncias sobre supostos responsáveis na organização dos atos.

Ainda segundo o secretário, no encontro com o superintendente regional da PF, deve ser discutida a forma de cumprimento da ordem judicial do STF, que determina que lideranças e veículos envolvidos nas manifestações sejam identificados.

O chefe da pasta também lembrou que não há mais rodovias interditadas em Mato Grosso do Sul.