Manifestantes vestidos com camisetas da seleção brasileira se concentram na Praça do Rádio Clube, em , e seguem em pequenas carreatas pela Avenida Afonso durante o dia. Nesta terça-feira (15), feriado de Proclamação da República, os grupos saíram por duas vezes com buzinaços pela avenida.

Foto: Henrique Arakaki, Midiamax

São caminhões, caminhonetes e carros com bandeiras do Brasil, atrás de um trator, que ‘lidera' a fila de manifestantes no trânsito. Apesar do buzinaço, a manifestação é pacífica.

Na sexta-feira (11), o ministro do STF, Alexandre de Moraes, estendeu para todo o País a determinação para liberar vias públicas que estejam bloqueadas por manifestantes. As polícias Federal, Rodoviária Federal e Militar devem tomar as medidas necessárias para dispersar o público.

Moraes ressaltou que fatos trazidos aos autos por órgãos de segurança pública realçam a razão das determinações. Segundo ele, a persistência dos atos em todo país recomenda a extensão da decisão cautelar “a quaisquer fatos dessa natureza em curso em todo o território nacional”.

Ele determinou, ainda, a identificação dos veículos utilizados para bloquear as vias, para que possam ser aplicadas multas de R$ 100 mil por hora aos proprietários, e das empresas e pessoas que descumprirem a decisão mediante apoio logístico e financeiro aos manifestantes.

As medidas devem resguardar a segurança de pedestres, motoristas, passageiros e dos próprios participantes do movimento que venham a se posicionar em locais inapropriados em vias públicas. Confira aqui a decisão na íntegra.

Acampamento no CMO

Foto: Fala Povo, Midiamax

As manifestações dos campo-grandenses insatisfeitos com os resultados das eleições presidenciais chegaram no 16º dia nesta terça-feira. O protesto segue concentrado na Avenida Duque de Caxias, em frente ao CMO (Comando Militar do Oeste).

O protesto na avenida segue sem congestionamento, com caminhões estacionados e churrasco para o almoço. Os veículos estão estacionados em uma das faixas da Duque de Caxias, fazendo com que duas das faixas fiquem livres para trânsito.

Proclamação da República

Embora tenha sido conduzida pelo movimento republicano, com representantes como Quintino Bocaiuva, Benjamin Constant, José do Patrocínio, entre outros, a Proclamação da República representou, sobretudo, o enfraquecimento da monarquia.

A crise do Império foi marcada por três questões que abalaram a relação do Império com suas principais fontes de sustentação política: a questão religiosa, a questão abolicionista e a questão militar, agravada com a do Paraguai pelo desgaste político com a grande baixa de brasileiros combatentes

Ao mesmo tempo, os militares saíram como heróis pelos esforços empreendidos nos conflitos, o que os projetou politicamente em um ambiente já instável.

Esse passo foi primordial para que os republicanos, que tentavam insistentemente divulgar suas ideias pelo Brasil, mas não obtinham êxito, conseguissem apoio. Então, chegaram à conclusão de que um golpe militar era a melhor estratégia para implantar o sistema republicano no país. Mas, para isso, precisavam do apoio de um líder militar reconhecido, e, assim, foram em busca do apoio de Marechal Deodoro da Fonseca.

Deodoro era defensor da monarquia e amigo do imperador; dessa forma, conseguir seu apoio não seria uma tarefa fácil. Mas, com muita insistência, ele aceitou liderar o movimento militar. Porém, sua ideia era apenas derrubar o chefe do gabinete imperial, Visconde de Ouro Preto.

No entanto, um dia antes da proclamação, surgiu um boato de que o governo havia ordenado a do marechal Deodoro da Fonseca e Benjamin Constant, outro líder do movimento — além do boato de que Dom Pedro II havia nomeado Silveira Martins, velho rival de Deodoro, como primeiro-ministro.

Assim, no dia 15 de novembro de 1889, na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil, quem proclamou a República do Brasil foi Marechal Deodoro da Fonseca. No mesmo dia foi instaurado o governo provisório e Deodoro se tornou o primeiro presidente do Brasil.