Cotidiano

Lotados: Novo ‘surto’ de Covid-19 faz população procurar pontos de vacinação em Campo Grande

Drive Thru do Albano Franco teve um aumento de 60% de busca pela vacina

Anna Gomes e Ranziel Oliveira Publicado em 06/01/2022, às 16h25

Pessoas enfrentaram filas para tomarem a vacina nesta quinta-feira (6).
Pessoas enfrentaram filas para tomarem a vacina nesta quinta-feira (6). - Leonardo de França/Midiamax

Os pontos de vacinação em Campo Grande seguem com considerável aumento de pessoas em busca da vacina contra a Covid-19, ocasionados pelo salto no números de casos confirmados. Com isso, a população que ainda não tinha tomado a terceira dose do imunizante resolveu ‘correr atrás do prejuízo’.

A equipe do Midiamax percorreu alguns pontos de vacinação em Campo Grande na tarde desta quinta-feira (6) e observou que o aumento na busca pela vacina. A responsável pelo polo do Albano Franco, Elaine Cristina Barbosa, de 42 anos, explica que o espaço está atendendo com sete baias e a procura pelo imunizante realmente subiu nesta semana.

Elaine também contou que, no início da aplicação da 3ª dose da Covid-19, a equipe realizava 200 aplicações por dia. Nesta quinta-feira, em apenas 6h, 980 pessoas já haviam sido vacinadas no ponto de vacinação do Albano Franco. Segundo a profissional, o aumento foi de 60%.

A Advogada Cacyla Arfux, de 51 anos, demorou um pouco para tomar a terceira dose do imunizante. Na quinta, porém, não pensou duas vezes em procurar um ponto de vacinação para tentar se prevenir das formas graves da doença.

“Não tomei antes porque estava viajando. Esperei chegar em Campo Grande para tomar, ainda mais agora com esse novo surto do vírus. Sempre acreditamos na vacina e agora vamos esperar as coisas melhorarem”, disse a advogada.

O proprietário de uma revendedora de veículos, Gilberto Freitas, de 51 anos, destaca que a prevenção é o melhor caminho e que o aumento nos casos também teria o influenciado a procurar um ponto de vacinação nesta tarde.

“Eu esperei as festas passarem para eu tomar a terceira dose. O novo surto certamente me influenciou, pois precisamos nos prevenir. Trabalho com comércio, tenho família e crianças ainda pequenas”, pontou.

Sem vacina

A empregada doméstica Rosenete Garcia, de 57 anos, procurou a UBS (Unidade Básica de Saúde) do Bairro Coronel Antonino nesta tarde, mas ‘deu com a cara na porta’ já que não tinha vacina no local.

“Cheguei quase 14h e não tinha mais vacina. A responsável da unidade me disse que quatro profissionais teriam testado positivo e que as senhas já tinham sido distribuídas quando cheguei. Saí do trabalho para me vacinar e estou vendo de ir em outro lugar. Me sinto péssima, mas tenho que tomar para me precaver”, destacou.

Ainda na UBS do Coronel Antonino, a professora Ruth Lopes, de 59 anos, chegou um pouco mais cedo e conseguiu se vacinar. Ela conta que o atendimento foi ágil, mas lamenta que o público que vai a unidade realizar testes ficam tão próximos das pessoas que estão na busca apenas da vacina.

“O atendimento foi razoavelmente rápido, mas quem vai fazer testes para saber se está com covid fica muito perto de quem está indo se vacinar. Poderiam separar os públicos”, explicou.

AUMENTO DE CASOS DE COVID-19 EM MATO GROSSO DO SUL

Segundo o Secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, nas últimas 24 horas, Mato Grosso do Sul saltou de 100 casos diários para 821. O Chefe da Pasta classifica o aumento como ‘estrondoso’.

“Estamos fazendo reuniões o tempo todo, discutindo este cenário que está se apresentando, com crescimento muito grande. A média de 100 para 821 casos é um número estrondoso e mostra o crescimento da doença, principalmente entre os não vacinados, aqueles que não tiveram o ciclo completo e os que não tomaram a dose de reforço”, comentou Resende.

Mesmo sem óbitos, o secretário fala que o surto é preocupante, já que, concomitante a isso, temos os casos de Influenza e Flurona. “É um surto que está ocorrendo em todo o país, com um crescimento também estrondoso da Influenza. Estamos tomando decisões e o principal é aumentar a testagem em todos os municípios, fazendo monitoramento direto nas unidades de saúde”, explicou.

Jornal Midiamax