MS tem única macrorregião no país com índice "extremamente alto" de Síndrome Respiratória Aguda Grave

Outras três macrorregiões de Mato Grosso do Sul estão com índice considerado “alto”
| 07/04/2022
- 11:54
MS tem única macrorregião no país com índice "extremamente alto" de Síndrome Respiratória Aguda Grave
Única macrorregião em vermelho de todo mapa é de Corumbá (Foto: Reprodução/Infogripe)

Mato Grosso do Sul tem a única macrorregião no com índice “extremamente alto” de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave). Segundo o último boletim Infogripe da Fundação Oswaldo Cruz, a macrorregião de Corumbá é, dentre todas as subdivisões no Brasil, a que registrou 10 ou mais casos por 100 mil habitantes na última semana.

Todas as outras três macrorregiões de Mato Grosso do Sul estão com índice considerado “alto”, ou seja, de 1 a 5 casos por 100 mil habitantes.

Perfil dos casos

O Infogripe também registrou que os casos de SRAG em crianças e adolescentes tiveram ascensão significativa em diversos estados desde o mês de fevereiro, período de retomada do ano letivo. Por outro lado, na população em geral, a análise aponta o menor percentual de casos de SRAG por Covid-19 desde o início da pandemia que, nas últimas quatro semanas, corresponderam a 50,7% em resultado laboratorial positivo para vírus respiratório. Ao longo do período mais crítico da doença no país, cerca de 96% dos casos de SRAG com identificação laboratorial eram por Covid-19.

Crescimento nos estados

O Boletim indica que 11 das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a SE 13: Acre, Amapá, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, e Tocantins. Amazonas, Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe apontam para estabilidade na tendência de longo prazo, enquanto as demais apresentam indícios de queda. Dois estados apresentam sinal de crescimento apenas na tendência de curto prazo (últimas três semanas): Rio Grande do Sul e São Paulo. “Tanto nos estados quanto nas capitais, esse crescimento é atribuído ao aumento de casos entre crianças e adolescentes. Ou seja, não se traduz em sinal de crescimento no dado agregado para a população adulta”, afirma Gomes.

Capitais

Os dados mostram que 13 das 27 capitais apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a SE 13: Aracaju (SE), Belém (PA), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Florianópolis (SC), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), São Paulo (SP), Teresina (PI) e Vitória (ES). Observa-se sinal de crescimento somente na tendência de curto prazo em duas delas: Curitiba (PR) e Manaus (AM).

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