Situação da Santa Casa de Campo Grande foi tema de audiência pública na Câmara dos Vereadores em Campo Grande, nesta quarta-feira (21). A discussão foi, segundo o hospital, sobre o déficit de R$ 12,9 milhões mensais, valor já informado à prefeitura de Campo Grande, porém a renovação do contrato venceu no último mês de julho sem acordo para reajuste.
Segundo a Santa Casa, os valores repassados são insuficientes para custear as despesas dos atendimentos realizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
“Estamos aqui na casa do povo e a Santa Casa é quem atende o povo, então, viemos em busca de apoio para conseguir a atualização dos valores para suprir nossos custos. A situação financeira da instituição tem se deteriorado ao longo do tempo exatamente pela defasagem
De acordo com o diretor de Estratégia e Negócios, João Carlos Marchezan, durante sua participação que o valor do contrato com a Prefeitura está estagnado desde 2019, em R$ 23.936 milhões, sem reajustes e os valores e acréscimos pontuais pagos pelo gestor pleno do município se referem a serviços já prestados pela instituição.
O diretor também disse que o valor negociado para o próximo termo aditivo ao contrato entre a Santa Casa e a prefeitura passaria para R$ 28,04 milhões, por conta da inclusão de novos serviços, mas sem alterar o déficit nas contas mensais. Aditivo este de R$ 4,1 milhões, sendo R$ 2,2 milhões do Estado, R$ 1,2 milhão do Município e R$ 695 mil federal para serviços como manutenção de leitos de terapia intensiva neonatal e leitos de psiquiatria, ressaltando, ainda, que são novos serviços que estão sendo ofertados em 2022 e não valores para atualizar a contratualização.
Indicativo de greve da enfermagem
De acordo com o presidente do Siems (Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), Lázaro Santana, na reunião, a Santa Casa pediu mais R$ 4,5 milhões para sanar as contas.
No total, o governo de MS entraria com R$ 3 milhões e a prefeitura da Capital com R$ 1,5 milhão. Porém, o impasse se deu por conta do Executivo Municipal, que afirmou não ter condições de repassar mais esse custo.