Com busca por dados sobre morte causadas pela Covid-19, Censo 2022 é lançado oficialmente em Mato Grosso do Sul

Governador Reinaldo Azambuja foi o primeiro a responder o Censo em Mato Grosso do Sul
| 01/08/2022
- 11:04
Com busca por dados sobre morte causadas pela Covid-19, Censo 2022 é lançado oficialmente em Mato Grosso do Sul
Alex Uchoa (Foto: Marcos Ermínio/Midiamax))

O Censo 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) foi lançando na manhã desta segunda-feira (1°) em avento oficial no auditório do Bioparque em Campo Grande. Ao todo, serão 2.530 recenseadores em Mato Grosso do Sul e mais de 800 em Campo Grande, que vão trabalhar até dezembro. Serão mais de 900 mil domicílio visitados no Estado e 190 mil em campo Grande.

Entre as questões inéditas do Censo 2022, está o impacto da Covid nas famílias. Isso porque os recenseadores vão perguntar sobre casos de mortes por Covid às pessoas. "É importante responder o Censo, então fazemos um apelo para que todos que forem abordados, que participem", disse Mario Alexandre de Pena, superintendente do IBGE em Mato Grosso do Sul.

Também presente na cerimônia, o primeiro recenseador de MS foi o governador Reinado Azambuja (PSDB). Ele respondeu às questões em cinco minutos de forma reservada, já que precisa passar informações pessoais.

Dois anos de atraso no Censo

Adiado por dois anos por conta da pandemia do coronavírus e também pela falta de recurso, o maior levantamento sobre as condições de vida da população, o Censo 2022 do IBGE (Instituto Geográfico de Geografia Estatística) começa nesta segunda-feira (1°). Após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o governo federal liberou os R$ 2,3 bilhões necessários para a realização da censitária. No Brasil são mais de 183 mil recenseadores que vão visitar aos 75 milhões de domicílios brasileiros.

O Censo vai tirar uma fotografia detalhada dos brasileiros, mostrando as principais caraterísticas socioeconômicas: idade, sexo, cor ou raça, religião, escolaridade, renda, existência de saneamento básico dos domicílios, entre outros dados.

Até o início de novembro, os recenseadores vão visitar cada domicílio do país, incluindo aldeias indígenas. Além disso, pela primeira vez, os moradores de territórios quilombolas serão contabilizados. A coleta domiciliar nas áreas indígenas começa em 10 de agosto, e a dos territórios quilombolas, em 17 de agosto.

Os primeiros resultados do Censo 2022 estão previstos para serem divulgados ainda no final deste ano. Outras análises e cruzamentos de dados serão divulgados ao longo de 2023 e 2024.

Segurança e identificação dos recenseadores no Censo 2022

Conforme coordenadora de área do IBGE, Sílvia Assad, entre as condutas dos recenseadores está o local onde é feita a entrevista. "O recenseador é orientado a realizar a entrevista de preferência no portão, a gente não solicita a via de regra de entrar nos domicílios, a não ser que o morador nos convide", explicou a coordenadora.

"É por questões de segurança, até para o nosso recenseador, a gente orienta a fazer a entrevista na porta, tanto para segurança do morador quanto dos nossos recenseadores também", complementou.

Para identificar o trabalhador do Censo, o morador pode acessar o site respondendo.ibge.gov.br e tirar as dúvidas. "Nossos recenseadores vão sempre estar uniformizados, com crachá, colete, boné e vão estar portando equipamento, o dispositivo móvel de coleta", explicou Assad.

Deficiência e autismo

O levantamento do IBGE também vai investigar dados relativos a deficiência e autismo. A abordagem, prevista em leis específicas, tem o objetivo de produzir informações atualizadas do número de indivíduos com essas características.

A temática será abordada no questionário da amostra e vai permitir padronizar e harmonizar definições, conceitos e metodologias para que seja possível comparar as estatísticas brasileiras com as de outros países. Este será o primeiro censo a tratar de autismo.

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