O Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) divulgou, nesta quarta-feira (22), o balanço de chuvas em durante os primeiros 15 dias do mês de junho. Os dados do Merge/Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) indicam que as chuvas ficaram acima da média histórica em maior parte dos municípios do Estado.

Houve um acumulado de 0 a 60 milímetros na região Centro-Oeste e de 60 a 180 mm na região Sul. Segundo o monitoramento do , apesar da atuação do fenômeno La Nina, os acumulados de chuva no Estado se associaram a sistemas meteorológicos em outras escalas de tempo e espaço, chamada de escala sinótica.

Um dos exemplo de escalas foram as passagens de frente fria que atuaram no Estado em junho, deslocamentos de cavados e transporte de umidade, que favorecem a formação das chuvas.

volume de chuvas

Chuvas acima da média

De acordo com os dados do Inmet/Semagro, as chuvas em ficaram em 73 milímetros na primeira quinzena de junho, seguido por Iguatemi (72,2), Camapuã (46,8), (36,2), Santa Rita do Pardo (21), Água Clara (11,8), Bandeirantes (6), (5,6), Sidrolândia (4,4), Sonora (2,8).

A passagem de frente fria derrubou as temperaturas, registrando recorde de dias mais gelados do ano, como 1,2°C em Rio Brilhante e 1,5°C na cidade de Iguatemi no dia 13 de junho. ”Nota-se que o MS apresentou desvios negativos de temperatura do ar, abaixo do que o valor esperado, indicando que a primeira quinzena de junho foi levemente mais fria que o normal devido à atuação de intensas massas de ar frio”, informa o indicativo.

Houve também desvios positivos de umidade relativa do ar, dias mais úmidos que o normal para a época doa no, resultado de acumulados de chuva apresentados anteriormente, reforçando que a maior quantidade de umidade disponível está associada a sistemas meteorológicos de escala sinótica, como as frentes frias e cavados, por exemplo.

umidade do ar