Cotidiano

Campo Grande veta adicional de periculosidade de até 40% para a Guarda Municipal

Servidores marcaram assembleia para reivindicar bonificação no salário

Marcos Tenório Publicado em 03/01/2022, às 17h11

Guarda Municipal de Campo Grande
Guarda Municipal de Campo Grande - Arquivo / Midiamax

Agentes da Guarda Civil Metropolitana vão defender no próximo dia 15 de janeiro, durante Assembleia, — em local e horário a ser definido — a necessidade de derrubarem o veto parcial da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) sobre o pagamento de adicional de periculosidade aos servidores. O assunto entrou em destaque após ser publicado em uma edição extra do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), no último dia 30 de dezembro.

Conforme o Diogrande, foi decidido vetar, parcialmente, o Projeto de Lei n. 10.319/2021 que “Estima a receita e fixa a despesa do município de Campo Grande para o exercício financeiro de 2022 e dá outras providências”, informou.

A Secretaria Municipal de Finanças e Planejamento, através do secretário Pedro Pedrossian Neto, manifestou-se pelo veto, da quantia de R$ 1,5 milhão que seriam destinados à periculosidade dos 1.040 agentes da Guarda Municipal.

Ao Jornal Midiamax, o presidente do SindGMCG (Sindicato dos Guardas Civis Municipais de Campo Grande), Hudson Pereira Bonfim, explicou que a periculosidade vai de 20% a 40%. "Temos documentos onde foi feito acordos o prefeito [Marquinhos Trad]", afirmou. Ele disse ainda que os papéis assinados serão levados para a Assembleia", enfatizou.

O secretário da SESDES (Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social), Valério Azambuja, se manifestou sobre o assunto: "Uma vez implantado o adicional de periculosidade na SESDES todos os servidores da GCM terão direito, independentemente de possuir porte de arma ou não", relatou.

Outros assuntos

Na Assembleia, os agentes ainda vão colocar em pauta — o plano de carreira, a promoção na vertical e horizontal e ainda a reposição inflacionária de 2020 e 2021, comentou Hudson.

  • Promoção horizontal ocorre quando a empresa oferece ao profissional a possibilidade de um aumento salarial, sem que ele mude de nível hierárquico. Esse aumento ocorre quando o colaborador apresenta alto desempenho e se destaca dos demais colegas de trabalho do mesmo cargo ou equipe, ou seja, é um reajuste por mérito.
  • Já a promoção vertical, refere-se à concessão de aumento de salário através do deslocamento de um cargo para outro (de grau de exigência, instrução e responsabilidades mais elevadas). Esse tipo de promoção pode ocorrer associado a uma vaga já existente ou através da criação de um novo cargo.
  • Reposição inflacionária não representa conquista de melhoria ou aumento remuneratório, pois apenas resgata o poder aquisitivo subtraído pela elevação do custo de vida, vez que mantém o valor real dos salários. Em outras palavras, é uma forma de compensar a inflação que se originou ao decorrer do último ano.
Jornal Midiamax