Cotidiano

Veto à reserva de R$ 7,4 milhões para gratificação levou Guarda Municipal a ameaçar greve

Servidores da Guarda Municipal exigem pagamento do adicional de periculosidade, riscado da lei orçamentária, para não entrar em greve.

Jones Mário Publicado em 16/01/2021, às 14h56

(Foto: Denilson Secreta/PMCG)
(Foto: Denilson Secreta/PMCG) - (Foto: Denilson Secreta/PMCG)

A Guarda Municipal de Campo Grande aprovou indicativo de greve durante assembleia e pode cruzar os braços a partir da próxima quinta-feira (21). Os servidores protestam contra veto da administração municipal ao pagamento de gratificação de periculosidade.

O Executivo barrou a reserva de R$ 7,478 milhões para custear o adicional do orçamento de 2021, em mensagem encaminhada à Câmara de Vereadores. O veto foi endossado pela Sefin (Secretaria Municipal de Finanças e Planejamento), sob a justificativa de prezar pelo “equilíbrio orçamentário”.

O SINDGM/CG (Sindicato dos Guardas Municipais de Campo Grande) enviou ofício ao prefeito Marquinhos Trad (PSD), pedindo uma reunião para discutir as reivindicações da categoria. Além da gratificação de periculosidade, os servidores pedem a implementação imediata das promoções verticais e a transformação da bolsa-alimentação em auxílio-alimentação, a fim de evitar a perda do benefício em caso de ascensão na carreira. 

O ofício, assinado pelo diretor-presidente do sindicato, Hudson Pereira Bonfim, foi protocolado na prefeitura ao fim da manhã de ontem (15).

O indicativo de greve se dá enquanto o município recebe inscrições para um concurso da Guarda Municipal, com 273 vagas. O salário é de R$ 1.690,02, além de bolsa-alimentação de R$ 294. O prazo para se inscrever termina no dia 28 de fevereiro.

Jornal Midiamax