Cotidiano

Terreno abandonado vira criadouro de animais peçonhentos e assusta moradores do Jardim Anache

Lidar com infestação de insetos peçonhentos é sempre um problema, quando a situação persiste há mais de seis anos, torna-se um empecilho contínuo na vida dos moradores do Jardim Anache. No cruzamento da Rua dos Amigos com Avenida Abrão Anache, um terreno abandonado tem tirado a tranquilidade dos vizinhos que convivem diariamente com aranhas, ratos […]

Ranziel Oliveira Publicado em 25/03/2021, às 13h08 - Atualizado às 13h58

Pessoas costumam abandonar lixo no local (Foto: Leonardo de França / Jornal Midiamax)
Pessoas costumam abandonar lixo no local (Foto: Leonardo de França / Jornal Midiamax) - Pessoas costumam abandonar lixo no local (Foto: Leonardo de França / Jornal Midiamax)

Lidar com infestação de insetos peçonhentos é sempre um problema, quando a situação persiste há mais de seis anos, torna-se um empecilho contínuo na vida dos moradores do Jardim Anache. No cruzamento da Rua dos Amigos com Avenida Abrão Anache, um terreno abandonado tem tirado a tranquilidade dos vizinhos que convivem diariamente com aranhas, ratos e até cobras no interior de suas casas.

Morando na frente do terreno há 32 anos, Maria Benedita, de 66 anos, viu o espaço retroceder de uma área de lazer para um criador de pragas. “Está assim há 6 anos, quando trocou de dono, antes as crianças brincavam”, disse ela.

A dona de casa explicou que os próprios moradores limpavam o espaço por conta própria, para evitar a procriação insetos, mas não conseguiram manter por muito tempo. “A gente pagava para limpar quando tinha dinheiro. [Cria] rato, cobra, formiga e até lacraia, isso é pra acabar”, finalizou Maria.

Terreno abandonado vira criadouro de animais peçonhentos e assusta moradores do Jardim Anache
Jéssica Santos e seu filho de oito meses (Foto: Leonardo de França / Jornal Midiamax)

Para quem tem um bebê de 8 meses, o medo é a revolta são sentimentos recorrentes para quem mora ao lado do terreno, vivendo com infestação de insetos quase que diariamente. “Lesma e aranha vira e meche tem em casa. Meu filho teve alergia por causa da criação de mosquitos, e tive que ir para casa da minha avó”, desabafou a autônoma Jéssica dos Santos, de 20 anos.

Depois de anos esquecido, o local virou um ponto de descarte a céu aberto, com entulho de obra, poda de árvore e até lixo doméstico.  “O povo não respeita, vem gente até de outros bairros durante a madrugada para jogara lixo”, finalizou Jéssica.

Do outro lado da rua, o açougueiro Moraci da Silva, de 46 anos, trabalha em frente ao espaço abandoando e escuta com frequência a reclamação dos moradores da região. “Não moro aqui, mas os clientes falam que sempre foi assim, jogam muito lixo aí na frente, disse ele.

O açougueiro é um dos que observam o crescente aumento no número de insetos, principalmente no fim do expediente. “Mais a tardezinha, você vê muita barata e piolho de cobra. As pessoas ficam com medo de passar perto do mato, aqui é uma linha de ônibus, tem escola perto, deveria ser mais cuidado”, finalizou.

Em nota, a Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana) disse ao Jornal Midiamax que é necessário formalização da denúncia de vizinhos no 156 para para que fiscalização seja encaminhada ao endereço.

“Uma vez identificado um imóvel/lote urbano sujo o proprietário é Notificado para realizar a limpeza. Essa Notificação é enviada via Correios por Aviso de Recebimento (A.R.), após o recebimento do A.R. o proprietário tem o prazo de 15 dias úteis para o cumprimento da mesma. Transcorrido o prazo, o agente fiscal da Semadur retorna ao local para vistoria, caso não tenha sido cumprida a Notificação, o proprietário então é Autuado (multado), de acordo com o Código de Polícia Administrativa do Município Lei n. 2909, Artigo 18-A. A multa neste caso varia entre R$ 2.478,50 e 9.914,00′, finalizou a nota.
Jornal Midiamax