Cotidiano

Sem ‘selo’ do Inmetro, MS pode ter seringas de qualidade inferior

O Governo de Mato Grosso do Sul alterou o edital de licitação na compra de seringas e agulhas, assim os produtos poderão ser comprados sem a certificação do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia). Com a flexibilização, MS pode ter seringas de qualidade inferior, mas especialista também explica que caso não haja oferta […]

Mylena Rocha Publicado em 07/01/2021, às 15h30 - Atualizado em 08/01/2021, às 07h03

(Foto ilustrativa: Tânia Rêgo | Agência Brasil)
(Foto ilustrativa: Tânia Rêgo | Agência Brasil) - (Foto ilustrativa: Tânia Rêgo | Agência Brasil)

O Governo de Mato Grosso do Sul alterou o edital de licitação na compra de seringas e agulhas, assim os produtos poderão ser comprados sem a certificação do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia). Com a flexibilização, MS pode ter seringas de qualidade inferior, mas especialista também explica que caso não haja oferta de seringas, esta pode ser a única solução. 

Na quarta-feira (6), a SAD (Secretaria de Estado de Administração e Desburocratização) alterou dispositivos do edital que exigiam das empresas participantes a apresentação de documento de requisitos ambientais para certificação pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia). A licitação foi aberta para compra de até 14 milhões de seringas e 10,2 milhões de agulhas. 

O infectologista de Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e professor da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Julio Croda explica que a certificação do Inmetro está associada à qualidade do produto. Assim, o Estado está sujeito a comprar um produto de qualidade inferior. “Mas devido a pandemia, se tiver falta de seringas, não tem muita solução”, frisou.

A compra de seringas e agulhas é essencial para garantir a vacinação contra a Covid-19, cujo processo está atrasado no Brasil. Em dezembro passado, o governo de Mato Grosso do Sul disse ter R$ 100 milhões em caixa para comprar os imunizantes.

Além disso, o Executivo estadual acenou para a aquisição de 700 mil doses da CoronaVac, fabricada pelo Instituto Butantan, em parceria com o multinacional chinesa Sinovac.

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