“Quando chegou ali, deram tiro. E aí a criançada saiu da casa e correu, e a mãe também, o marido e as três crianças. Por isso que ele aproveitou, chegou lá e queimaram”, relata a Guarani Kaiowá, Kunha Redyi, também moradora do tekoha.

Os conflitos pela disputa de áreas entre indígenas e produtores rurais são antigos na região localizada nas proximidades da Reserva Federal. Entretanto, eles ficaram mais intensos desde o início do mês de janeiro de 2020, antes da pandemia, quando houve troca de tiros entre as partes envolvidas.

O clima ficou mais tenso no dia 3 de janeiro em Dourados, na áreaa denominada Nhu Verá Guassu,  durante confronto que começou na madrugada e deixou três indígenas e um segurança feridos. Os ânimos só voltaram a ficar mais calmos no final da tarde.

A reportagem do Midiamax entrou em contato com representantes da (Fundação Nacional do Índio) e também da Força Nacional para falar sobre as providências que serão tomadas em relação à ocorrência desta segunda-feira (6), mas até o momento ninguém se manifestou.

Durante o confronto de 2020, que deixou quatro pessoas feridas, entre elas três indígenas e um segurança privado, tropa de choque teve que ser mobilizada.