Cotidiano

Primeira leva de CoronaVac para MS garante imunidade a 30 mil na ‘linha de frente’ e idosos

Remessa feita pelo Ministério da Saúde poderá atender, também, até 48,5 mil moradores de terras indígenas no Estado.

Humberto Marques Publicado em 18/01/2021, às 17h31 - Atualizado em 19/01/2021, às 07h37

Aeronave com doses da CoronaVac descarregou na Base Aérea na segunda-feira (18). (Foto: Marcos Ermínio)
Aeronave com doses da CoronaVac descarregou na Base Aérea na segunda-feira (18). (Foto: Marcos Ermínio) - Aeronave com doses da CoronaVac descarregou na Base Aérea na segunda-feira (18). (Foto: Marcos Ermínio)

O carregamento destinado a Mato Grosso do Sul com 158.760 doses da vacina CoronaVac, contra o novo coronavírus (causador da Covid-19), vai garantir imunidade a 30.880 profissionais de Saúde que atuam na linha de frente do combate à doença, idosos e portadores de deficiência em internação ou instituições de longa permanência no Estado.

O número é fruto de cálculo que considera as prioridades elencadas pelo Ministério da Saúde na imunização e a orientação, dada pela pasta, para que as autoridades de Saúde já reservem do atual lote as segundas doses do imunizante –a ser aplicada entre 2 e 4 semanas após a primeira.

Nesta segunda-feira (18), os carregamentos da vacina começaram a ser distribuídos pelo Brasil. Com eles, veio a nova normativa do Ministério em relação à aplicação das doses –que, antes, colocaram na primeira fase da vacinação um grande número de pessoas: trabalhadores de Saúde, idosos acima dos 75 anos, pessoas com mais de 60 anos em asilos e instituições psiquiátricas, populações indígenas e povos tradicionais ribeirinhos.

No Estado, esse grupo totalizaria hoje 211.633 pessoas, o que demandaria 423.266 doses de vacinas.

Agora, a normativa do Ministério da Saúde restringiu a prioridade a quatro grupos: Trabalhadores da saúde, pessoas idosas residentes em instituições de longa permanência (institucionalizadas); pessoas a partir de 18 anos de idade com deficiência, residentes em Residências Inclusivas (institucionalizadas); e população indígena vivendo em terras indígenas.

Ainda sobre os profissionais de Saúde, apesar da ênfase de que “todos serão contemplados com a vacinação”, foi instituída uma escala de prioridades que começa com os profissionais que trabalham na vacinação contra a Covid-19, trabalhadores de instituições de longa permanência de idosos e residências inclusivas; trabalhadores de serviços de Saúde públicos e privados, na urgência e atenção básica, envolvidos diretamente na atenção/referência de casos suspeitos e confirmados de Covid-19/ e os demais trabalhadores da Saúde.

Das mais de 158 mil doses, 97 mil chegam com o destino carimbado: devem atender os mais de 80 mil indígenas que vivem em terras indígenas. Considerando-se a determinação para que seja reservada a segunda dose do imunizante, o carregamento entregue nesta segunda-feira atenderia a 48.500 moradores de aldeias –excluindo-se as urbanas.

Restam, assim, 61.760 a serem entregues nos 79 municípios do Estado para os demais grupos prioritários –considerando-se as duas doses, chega-se aos 30.880 “imunizáveis”. A distribuição das vacinas, nestes casos, cabe às prefeituras, que receberão as doses entregues na tarde desta segunda-feira à Rede de Frio sul-mato-grossense –a vacinação simbólica foi aberta neste mesmo dia e terá continuidade na terça-feira (19).

Em Campo Grande, por exemplo, o primeiro dia de imunização está concentrado nos três principais hospitais –Santa Casa, Hospital Regional e Hospital Universitário–, trabalhadores do Samu, das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e CRSs (Centros Regionais de Saúde), além dos 2 maiores asilos da cidade, conforme o titular da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), José Mauro Filho.

Depois, será a vez de funcionários da Saúde dos hospitais que atenderam pacientes com Covid-19 em UTIs, por convênio com a rede pública –Clínica Campo Grande, El Kadri, Pênfigo e Proncor e Hospital de Câncer Alfredo Abrão (que atuou como retaguarda)– e pacientes; de unidades de Saúde; e dos Hospitais Cassems e da Unimed, que receberam grande número de pacientes com Covid-19.

O total de vacinas a ser destinado para Campo Grande ainda não foi definido. Ele será determinante para os projetos da prefeitura envolvendo um polo de vacinação, a ser instalado no Guanandizão, ou um drive-thru para aqueles com dificuldade de locomoção.

Jornal Midiamax