Cotidiano

Pesquisa da UFMS confirma primeiros casos de Covid-19 em cão e gato de Campo Grande

Pesquisadores do projeto PetCovid, da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) confirmaram, nesta terça-feira (23), os primeiros casos positivos de Covid-19 em animais domésticos. Um cão e um gato, de Campo Grande, teriam sido contaminados pelos tutores que também tiveram exames confirmados para a doença. Conforme a pesquisada de epidemiologia, zoonoses e saúde […]

Karina Campos Publicado em 23/02/2021, às 17h55 - Atualizado em 24/02/2021, às 09h41

Exame confirma presença de vírus no organismo de gato da raça siamês. (Foto: Ilustrativa)
Exame confirma presença de vírus no organismo de gato da raça siamês. (Foto: Ilustrativa) - Exame confirma presença de vírus no organismo de gato da raça siamês. (Foto: Ilustrativa)

Pesquisadores do projeto PetCovid, da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) confirmaram, nesta terça-feira (23), os primeiros casos positivos de Covid-19 em animais domésticos. Um cão e um gato, de Campo Grande, teriam sido contaminados pelos tutores que também tiveram exames confirmados para a doença.

Conforme a pesquisada de epidemiologia, zoonoses e saúde pública, Juliana Galhardo, o vírus SARS-CoV-2 foi detectado, por amostras de swab, o cotonete orofaríngeo, em um cachorro da raça teckel e um gato siamês.

“As amostras foram diagnosticadas para fragmentos do novo coronavírus através RT-PCR em tempo real no laboratório TECSA, parceiro do projeto. Os dois animais estão assintomáticos e em ótimas condições de saúde. Inclusive já foram monitorados pela equipe”, informa a professora.

O diagnóstico de fragmentos do vírus indica que as pessoas que estavam com Covid-19 na residência transmitiram para seus pets, mas a pesquisa ainda não pode afirmar que os pets podem transmitir às pessoas, até o momento não foi verificada essa possibilidade

“Os casos detectados em Campo Grande foram notificados às autoridades de saúde animal e humana: Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do MS), Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) e SES (Secretaria Estadual de Saúde).

Segundo o Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais, no Brasil, 11 casos de animais domésticos já tiveram o vírus detectado no organismo, sendo, um cachorro em Belo Horizonte; um gato de Cuiabá; quatro cães e um gato de Curitiba; dois gatos na região metropolitana do Recife; e um cão e um gato da Capital.

O projeto está sendo realizado em seis capitais simultaneamente: Curitiba, Campo Grande, Cuiabá, Recife, Belo Horizonte e São Paulo. Vale ressaltar, que de acordo com os pesquisadores, nenhum caso foi confirmado onde o vírus foi transmitido do animal para o humano. A pesquisa ainda reforça que o abandono é crime.

Além disso, o estudo continua e está precisando de voluntários, os requisitos são: pessoas que estão em isolamento e com diagnóstico recente da doença; que tenham pet (cão ou gato); e morem em Campo Grande. Os voluntários podem entrar em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo perfil no Instagram @petcovid_ufms

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