Cotidiano

Para conter Ômicron, Campo Grande retoma barreiras sanitárias nesta terça

Foco será em voos oriundos de regiões do país onde variante Ômicron foi detectada

Mariane Chianezi e Mylena Rocha Publicado em 06/12/2021, às 15h31

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Leonardo de França, Midiamax/de arquivo

Com a confirmação da nova variante Ômicron do coronavírus nos 5 continentes, o Brasil teve o primeiro caso confirmado nesta quarta-feira (1º) em São Paulo. Com a presença da variante em solo brasileiro, Campo Grande vai retomar as barreiras sanitárias a partir desta terça-feira (7) no Aeroporto Internacional. O anúncio da retomada das barreiras já havia sido informado no dia 30 de novembro.

Conforme informou a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), as barreiras terão início primeiramente no aeroporto, onde haverá equipe realizando a orientação e testagem principalmente de passageiros que desembarcarem de aviões vindo de regiões onde já foi comprovada a circulação desta variante do vírus, como São Paulo, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. 

Na última semana, a SES (Secretaria de Estado de Saúde), fez um alerta intensificando a Vigilância em Saúde nos 79 municípios do Estado, principalmente os municípios que fazem fronteira com outros países, como Paraguai e Bolívia.

“Embora não há registro [da Ômicron] no Estado, a recomendação é que os municípios orientem a população quanto ao acesso à testagem, principalmente, nas regiões de fronteira. É importante que a população também conclua ou inicie o esquema vacinal contra a Covid-19”, disse a secretaria em nota, pedindo para aqueles que ainda não se vacinaram tomem a dose do imunizante.

A secretaria também pontua que os moradores prossigam com as medidas de biossegurança, assim como o uso de máscaras, higienização das mãos com frequência e evitem as aglomerações.

Casos no país 

O Brasil confirmou os seis primeiros casos de Covid-19 causados pela variante ômicron do coronavírus. Detectada pela primeira vez na África do Sul no final de novembro, essa nova versão do agente infeccioso vem chamando a atenção de especialistas pela quantidade e pela variedade de mutações genéticas.

Por ora, há suspeitas — mas não confirmações — de que essa variante seja mais infecciosa e consiga "driblar" a imunidade obtida após a vacinação ou a recuperação da Covid-19. A OMS (Organização Mundial da Saúde) considera desde a semana passada a ômicron como uma "variante de preocupação", e um dos motivos é porque ela potencialmente possa provocar mais reinfecções.

Nos últimos dias, a Ômicron já foi detectada em todos os continentes. Até o momento, a porção sul da África concentra a maioria dos casos.

Jornal Midiamax