Cotidiano

Paciente morre por transfusão de sangue errado no HU e ninguém faz laudo, reclama família

O paciente de 54 anos que ficou com diversas sequelas após receber transfusão de sangue de tipagem errada no Hospital Universitário, em Campo Grande, morreu e a família aguarda há meses por laudos, negados desde então pela unidade. O Jornal Midiamax contou a história do paciente em outubro de 2020, enquanto família batalhava para conseguir […]

Mariane Chianezi Publicado em 03/03/2021, às 07h52 - Atualizado às 11h41

Foto: Ilustração
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O paciente de 54 anos que ficou com diversas sequelas após receber transfusão de sangue de tipagem errada no Hospital Universitário, em Campo Grande, morreu e a família aguarda há meses por laudos, negados desde então pela unidade.

O Jornal Midiamax contou a história do paciente em outubro de 2020, enquanto família batalhava para conseguir agendar uma perícia hematológica para dar continuidade nos trâmites, mas médicos indicados para o procedimento se negavam a realizar o laudo.

Após a morte do paciente, em dezembro de 2020, o processo continuaria esbarrando no que a família trata como ‘corporativismo’. O advogado da família diz que o processo tenta comprovar a relação da morte do paciente com a transfusão errada de sangue.

Os médicos continuam se negando a assinar laudo e processo segue parado. “Nenhum médico aceita fazer a perícia. Absolutamente nenhum”, disse advogado. Há três anos, o paciente, que tinha a tipagem A, recebeu 400 mililitros da tipagem B na veia por engano, confundido com outro paciente com o mesmo nome, mas sobrenome diferente.

Ele permaneceu 28 dias internado tratando a transfusão e seguiu a vida com sequelas do suposto erro. A família cobra na Justiça a responsabilidade do hospital nas sequelas que ele sofreu.

Em conversa anterior com a reportagem, a filha do paciente disse que se o Hospital Universitário tivesse prestado suporte para o acompanhamento médico nos últimos anos, a família não teria processado. “Eles não reconhecem que a culpa são deles. Meu pai tinha outra vida antes desse erro. Hoje a gente vive em postinho e o hospital não quer ajudar em nada”, disse na ocasião.

O HU havia esclarecido anteriormente que “qualquer resposta está sendo dada somente dentro do processo” e que “caberá ao juiz decidir se houve negligência, imprudência ou imperícia por parte de algum funcionário do hospital no caso”.

Jornal Midiamax