Cotidiano

Onça-pintada resgatada de queimadas comeu capivara e atravessou rio a nado no Pantanal

A onça-pintada Jou Jou, uma das que foram resgatadas das queimadas do Pantanal – mais especificamente na Serra do Amolar – no ano passado, retornou ao seu habitat na quinta-feira (21) após meses de recuperação. Os veterinários colocaram um colar no animal para monitorá-lo. Assim, verificaram que ele comeu uma capivara, na noite de sábado […]

Gabriel Maymone Publicado em 26/01/2021, às 10h03

Jou Jou foi solta próximo do local onde foi resgatado, na Serra do Amolar, no Pantanal de MS. (Foto: Divulgação)
Jou Jou foi solta próximo do local onde foi resgatado, na Serra do Amolar, no Pantanal de MS. (Foto: Divulgação) - Jou Jou foi solta próximo do local onde foi resgatado, na Serra do Amolar, no Pantanal de MS. (Foto: Divulgação)

A onça-pintada Jou Jou, uma das que foram resgatadas das queimadas do Pantanal – mais especificamente na Serra do Amolar – no ano passado, retornou ao seu habitat na quinta-feira (21) após meses de recuperação. Os veterinários colocaram um colar no animal para monitorá-lo. Assim, verificaram que ele comeu uma capivara, na noite de sábado (23), e até atravessou o Rio Paraguai a nado.

O médico veterinário do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres, Lucas Cazati, que foi o responsável pelo tratamento do animal, disse que estas primeiras informações mostram que a onça está recuperada, “sadia” e reabilitada para seu habitat natural.

O médico veterinário, Diego Viana, do Instituto Homem Pantaneiro, responsável por fazer este monitoramento, explicou que as informações colhidas do GPS vão mostrar o que o animal fez no dia anterior, e que o sinal (VHF) emite a sua localização e distância em tempo real. Ao todo serão 24 informações diárias.

Onça-pintada resgatada de queimadas comeu capivara e atravessou rio a nado no Pantanal
Onça já no Pantanal (divulgação)

Resgate

A onça sobrevivente permaneceu por dois meses e meio no CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) e passou por quatro baterias de exames “que demonstraram gradualmente a melhora do animal”. Nesse trabalho os técnicos do CRAS contaram com apoio de instituições como a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e organizações não governamentais. As queimaduras nas patas foram tratadas com aplicação de ozônio e a cicatrização foi completa.

Jornal Midiamax