Cotidiano

No dia do síndico, profissionais mostram que precisam ter ‘jogo de cintura’ para manter harmonia

30 de novembro é comemorado o Dia do Síndico, profissão fundamental para a boa convivência da vida condominial

Anna Gomes Publicado em 30/11/2021, às 08h00

Rodrigo é sindico de 12 condomínios de Campo Grande.
Rodrigo é sindico de 12 condomínios de Campo Grande. - Divulgação/ Arquivo Pessoal

Não é muito difícil lembrarmos de datas tradicionalmente comemorativas, como o Dia das Mães, Natal... mas existem dias que não são tão lembrados, porém, também são dignos de respeito. E o dia 30 de Novembro é um deles, em que é comemorado o Dia do Síndico, profissão que desempenha um papel importante para a boa convivência da vida condominial. Nesta reportagem, o Jornal Midiamax mostra histórias de síndicos que se orgulham da profissão.

Saber ouvir, se comunicar, lidar com conflitos, ter aquele ‘jogo de cintura’ diário para conversar com tanta gente e ainda manter o bem-estar de muitas pessoas que residem em condomínios é só uma ‘pontinha’ de toda a função que um síndico precisa cumprir.

O síndico pode ser morador ou também pode ser uma pessoa especializada nesta função. Sim, existem os síndicos profissionais, os quais são especializados e contratados para digamos ‘administrar’ os condomínios.

Helder Lacerda Oliveira, de 37 anos, é síndico profissional responsável por três condomínios de Campo Grande. Ele conta um pouco ‘dos dias de luta e dos dias de glória’ que enfrenta com a profissão.

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Helder diz que saber ouvir é fundamental na profissão. Foto: Arquivo Pessoal.

Oliveira ressalta que o principal segredo é ter um bom diálogo com os moradores, além de saber ouvir mais e falar menos. “Só em um dos condomínios que sou síndico tem 832 apartamentos. É muita gente e ser um bom ‘ouvidor’ é fundamental. Sempre buscamos conscientizar os moradores com as regras estabelecidas em cada condomínio. Os problemas vão aparecendo e nós tentamos resolver o mais rápido possível”, disse.

Helder tem até um projeto nos condomínios que ele administra, no qual ajuda a conscientizar os moradores sobre denunciar a violência contra mulher. “As mídias sociais ajudam muito a nos comunicarmos com os moradores. Informamos os funcionários e a população em geral”, destacou.

A vida de um síndico também tem várias situações que realmente são mais complicadas que determinados problemas do cotidiano. “Cuido de um condomínio que tem 18 blocos, todos destelharam. Meu telefone não parou de tocar, mas no final deu tudo certo”, lembrou.

Rodrigo Borges, de 31 anos, também é síndico profissional desde 2019 e cuida de mais de 13 condomínios de Campo Grande. Ele destaca que o maior desafio da profissão é a comunicação com várias pessoas diferentes.

“São pessoas com jeitos diferentes e precisamos saber lidar com todos eles. Sempre me desdobro pra conseguir me comunicar o mais rápido possível com os moradores. Participo de grupos em redes sociais e sempre escuto as reivindicações”, explica Rodrigo.

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Rodrigo ao lado da esposa. Foto: Arquivo Pessoal.

Além dos perrengues do dia a dia, Rodrigo também tem boas histórias para contar. “Teve um dia que os moradores me chamaram para ir até a casa de uma idosa. Um odor muito forte estava saindo do imóvel e achávamos que ela teria falecido, mas depois descobrimos que o congelador dela estava aberto e o cheiro era de carne podre. Ela estava apenas viajando, mas acionamos o Corpo de Bombeiro e realmente foi uma loucura. Ficamos aliviados depois que tudo foi solucionado”, lembrou.

Jornal Midiamax