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Vista aérea da comunidade (Foto: Ranziel Oliveira / Jornal Midiamax)

Desempregada e mãe solteira de seis filhos, Sandra Micaella, de 33 anos, observa mais um se aproximar, com a esperança de poder dar o mínimo para os filhos. “Eu vivo de doação, não tenho recurso para fazer a manutenção do barraco, chove no quarto e molha toda a cozinha”, explicou.

No período das festas de fim de ano, os pedidos partem de coisas simples e que por vezes ela não consegue atender. “Tenho duas meninas: uma de 17 anos e a outra de dois meses. E quatro homens: 17,10,6,3 anos. A gente não tem fartura, as vezes eles pedem uma carne assada porque vem as pessoas comenda nas festas, mas eu não tenho condições”, desabafou.

Mesmo com as dificuldades, ainda sobra espaço para os pequenos realizarem os pedidos mais comuns, vividos por qualquer criança. “A esperança deles é um brinquedo. O de 6 anos me pediu para fazer uma certinha para o papai Noel, pra ele ganhar uma bicicleta. Eu falo, vamos esperar. Se não vir esse ano, vem no ano que vem”, disse ela.

Bolacha, bicicleta e inalador

Em outro corredor da favela a doméstica Lourdes Riquelme, de 53 anos, vive com o filho de 29 anos e mais seis netos. Como em qualquer família brasileira, as solicitações das crianças se intensificam no fim do ano, mas não somente por brinquedos. “Vó, não tem uma carne para comer hoje? Eu falo que não, e que só posso dar arroz e feijão”, disse ela.

A mesma situação se repete com coisas mais simples, como um simples pacote de bolacha. “Vó, não tem dinheiro para comprar uma bolacha? Eu digo que não, eles vem os outros e eu não tenho como dar”, desabafou.

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 Jéssica Tomiati espera ganhar um inalador para a filha de 9 meses (Foto: Ranziel Oliveira / Jornal Midiamax)

Mesmo com todos os problemas sociais, os pedidos das crianças ainda são pautados pela inocência da infância. “Eu espero um bom alimento, coisas boas para elas. As coisas estão difíceis com a pandemia. Eles pedem brinquedos, a caçula de quatro anos pediu uma bicicleta e a especial, de 18 anos, uma boneca que fala”, detalhou.

Para Jéssica Tomiati de 28 anos, mãe de quatro filhos, a moradia precária dificultou ainda mais o natal de suas crianças, depois do estrago da última chuva. “Entrou água e molhou a casa toda. Minha filha de 9 meses tem bronquiolite, o inalador dela queimou e eu não tenho condições de comprar”, disse ela.

 Sobre os pedidos das crianças para o natal, Jéssica faz o que pode, mas dificilmente consegue entrega um brinquedo para os pequenos. “O meu filho viu um menino com uma pista da hot wheels, o outro um carrinho de controle, um hulk, mas eu não tenho condições. Me sinto fracassada de não poder dar o que eles querem”, finalizou

Para doar brinquedos e alimentos para as famílias citadas ou outras crianças da comunidade, entre em contato pelos números:  

Sandra Micaella: (67) 99754-8793

Lourdes Riquelme: (67) 98224-7711

Jéssica Tomiati: (67) 99340-4688

Greiciele Nayara, representante da comunidade: (67) 93300-5687

Dezembro solidário

Dezembro chegou e o espírito solidário nas pessoas fica mais aflorado. Nesta época do ano, a solidariedade em relação aos outros meses é muito maior e as pessoas costumam se unir para ajudar os mais necessitados.

Com os preços dos alimentos elevados e em meio a uma pandemia mundial, muita gente tem passado por extremas dificuldades financeiras. Então, se você quer deixar o Natal de alguém mais , mostraremos como você pode colaborar com algumas ações de solidariedade em Mato Grosso do Sul, clicando neste link.

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