Cotidiano

MS justifica recusa em adotar passaporte da vacinação: 'mais de 94% da população adulta vacinada'

Prosseguir informou que iniciativa privada está liberada para exigir comprovante para eventos

Gabriel Maymone e Renata Barros Publicado em 29/09/2021, às 10h44

Comprovante de vacinação não será exigido em MS
Comprovante de vacinação não será exigido em MS - Tony Winston/MS

O presidente do comitê do Prosseguir (Programa de Saúde e Segurança da Economia) de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, afirmou nesta quarta-feira (29) que o Estado não adotará o passaporte da vacina devido ao alto índice de vacinação contra covid, que chega a quase 95% dos adultos — para a 1ª dose. A decisão foi tomada de forma unânime pelos membros do comitê.

Apesar de não obrigar o cidadão a comprovar que está imune à covid para entrar em eventos e estabelecimentos, Riedel afirma que a iniciativa privada está livre para exigir o passaporte para entrada em shows, espetáculos e eventos. 

"5% é um número baixo de pessoas que não tomaram a 1ª dose", justificou Riedel. Na terça-feira, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) já havia declarado que MS não havia colocado o assunto em debate. "Isso não existe nas prioridades do governo. Quem determina qualquer ação é o Prosseguir, que não validou ainda essa discussão", pontuou.

Entretanto, o governo não descartou voltar a analisar a questão futuramente. "Por hora, vamos focar em atingir essas pessoas [que não tomaram a vacina] por meio de busca ativa", afirmou Riedel.

Mais de 150 mil sem vacina

Dados do Cosems (Conselho de Secretários Municipais de Saúde) indicam que mais de 150 mil pessoas não tomaram uma dose de vacina no Estado. 

Diante da situação, o diretor do Prosseguir informou que as pessoas que não tomaram a vacina ou se ausentaram da 2ª dose serão procuradas por telefone. "Temos o cadastro de todas, vamos iniciar essa busca ativa", declarou.

Apesar de baixa, a porcentagem de pessoas que não tomaram vacina preocupa os municípios, que veem risco do surgimento de novas variantes e prejuízos à economia. "Temos que buscar alternativas em construção que permita que essa realidade se estenda e não volte a realidade que passamos o ano todo. A vacina se mostrou eficaz, para que tenhamos menos agravos, menos casos, menos internações e menos óbitos", pontuou o presidente do Cosems, Rogério Leite, secretário municipal de saúde de Corumbá.

Na visão da entidade, é necessário debater medidas que possam garantir a segurança da sociedade como o passaporte de vacinação em MS. "Precisamos rediscutir essa nova realidade, seja com vacina 100% ou passaporte [de vacinação], mas que envolva todos para segurança e continue esse caminho, permitindo o trabalho e lazer com segurança a todos", concluiu Leite.

Uso de máscara continua...

O equipamento de proteção facial ainda não tem prazo para ser abolido. "As horas que as autoridades entenderem que a gente pode tirar o uso de máscara do nosso dia a dia não tem problema nenhum, não sei se vamos ser o primeiro, não estamos competindo nesse sentido, vai ser uma decisão técnica", completou Riedel.

Jornal Midiamax