Cotidiano

MPMS se reúne com indígenas em Nioaque para desmentir ‘chip na cabeça’ após vacinação

Segundo o MPMS, lideranças religiosas indígenas estavam propagando mentiras e intimidando público prioritário na campanha de imunização.

Jones Mário Publicado em 29/01/2021, às 16h36

Reunião contou com participações remotas e foi toda gravada (Foto: Divulgação/MPMS)
Reunião contou com participações remotas e foi toda gravada (Foto: Divulgação/MPMS) - Reunião contou com participações remotas e foi toda gravada (Foto: Divulgação/MPMS)

O MPMS (Ministério Público Estadual) promoveu reunião com indígenas de Nioaque, a fim de desmentir mitos e notícias falsas sobre vacinação. Os boatos, propagados por algumas lideranças religiosas da região, têm dificultado a campanha de imunização contra a covid-19 nas quatro aldeias do município.

O encontro foi realizado na última quarta-feira (27). Segundo divulgou o MPMS, até aquele dia apenas metade da população indígena havia sido vacinada contra a doença em pandemia.

A promotora de Justiça Mariana Sleiman Gomes contou que recebeu denúncias de que alguns líderes religiosos das aldeias de Nioaque estavam proibindo seus seguidores de tomarem a vacina. Indígenas foram intimidados com mentiras como a de que um chip seria implantado na cabeça de quem se vacinar. Outro boato espalhado dava conta de que os aldeados seriam usados de cobaias para testar a eficácia do imunizante.

A reunião durou quatro horas. Os integrantes do MPMS, bem como do MPF (Ministério Público Federal) e profissionais de Saúde, asseguraram aos indígenas de Nioaque que a vacina contra a covid-19 é segura e de procedência. Os membros das autarquias ainda alertaram sobre as consequências àqueles que propagarem informações falsas.

A população indígena tem prioridade na imunização contra a doença em pandemia. Ontem (28), o governo do Estado divulgou que 12,6 mil indígenas foram vacinados com a primeira dose até aqui. A meta é imunizar todos os 48,5 mil do público-alvo em até 30 dias.

Jornal Midiamax