Cotidiano

Mesmo com operação, ainda é fácil achar TV a cabo pirata em Campo Grande

Preços variam entre R$1.000 e R$ 1.500, com vendedores sem medo de anunciarem seus produtos

Gabriel Neves Publicado em 09/07/2021, às 15h00

Aparelho de TV a cabo pirata sendo vendida no centro Campo Grande
Aparelho de TV a cabo pirata sendo vendida no centro Campo Grande - (Foto: Arquivo/Midiamax)

Um dia após a realização de uma operação contra a pirataria, com alvos em Mato Grosso do Sul, a venda de aparelhos que copiam sinal de TV a cabo continua a 'todo vapor' no centro de Campo Grande. Os aparelhos, também conhecidos como ‘gato’, podem ser encontrados em poucos minutos de procura.

A reportagem foi ao Centro da Capital procurar por aparelhos que utilizam sinais de TV a cabo, em poucos minutos de buscas foi possível encontrar dois estabelecimentos que vendem os aparelhos por preços entre R$ 1.000 e R$ 1.500, com a promessa de usar sinais de TV a cabo sem a necessidade de pagar mensalidades.

A recente operação com mandatos cumpridos pela Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), em MS, parece não intimidar os vendedores que falam abertamente sobre preços e funcionalidades, abertos até mesmo para negociações com o objetivo de cobrir os valores da concorrência.

Operação 404

A Operação 404 foi deflagrada pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (9), em nove estados brasileiros. Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a ação tinha como objetivo o combate à pirataria, com foco em sites que distribuem conteúdos de forma gratuita.

(Divulgação PC)

Em Campo Grande, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em residências. No cumprimento dos mandados, estão sendo apreendidos computadores. Foram suspensos acesso de internet, sites e aplicativos de streaming ilegal de conteúdo, transferindo o controle dos domínios de sites específicos e bloqueando os acessos.

O grupo, composto por cinco pessoas, investigado pela Polícia Civil na pirataria em Mato Grosso do Sul lucrava até US$ 150 mil dólares por mês, segundo a delegada da Dracco, Ana Cláudia Medina, responsável pelo cumprimento de dois mandados de busca e apreensão na manhã de ontem (8).

Conforme a delegada, o grupo chegou a dar prejuízo de R$ 9,7 bilhões aos verdadeiros donos dos sites e aplicativos em 1 ano. Um programador de 23 anos foi levado para a delegacia para prestar esclarecimentos. Ele foi encontrado em sua casa no bairro São Jorge da Lagoa.

Além de Mato Grosso do Sul, mandados também foram cumpridos em Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Rondônia, Rio Grande do Sul, São Paulo, Maranhão e Espírito Santo. Também colaboraram as embaixadas dos Estados Unidos (Homeland Security Investigations (HSI) e Departamento de Justiça e do Reino Unido no Brasil (IPO – Intellectual Property Office e PIPCU - Police Intellectual Property Crime Unit).

Jornal Midiamax