Cotidiano

Incêndio é controlado no topo do Morro do Urucum e aeronave pode reforçar combate no Pantanal

Bombeiros controlaram situação nas áreas planas, mas não conseguem combater focos em pontos íngremes do morro

Mylena Rocha Publicado em 29/09/2021, às 08h05

Fogo foi controlado no topo do morro, mas ainda há muita fumaça e focos de calor em pontos íngremes.
Fogo foi controlado no topo do morro, mas ainda há muita fumaça e focos de calor em pontos íngremes. - Divulgação/Corpo de Bombeiros

Depois de uma noite intensa de combate, o incêndio do topo do Morro do Urucum foi controlado na região do Pantanal sul-mato-grossense. O local tem cerca de mil metros de altitude e os Bombeiros devem permanecer na região até que os focos de calor sejam extintos. Com focos em pontos íngremes, aeronaves poderão ser utilizadas para auxiliar no combate às chamas.

[Colocar ALT]
Militares atuaram no local durante toda a madrugada. (Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)

Na noite de terça-feira (28), três guarnições do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para o local. Os militares contaram com a ajuda da FAB (Força Aérea Brasileira) e o auxílio de funcionários de usinas, que também atuaram no combate ao fogo. Depois de atuarem durante toda a noite, a situação está mais controlada e o fogo está baixo, o que facilita o combate. 

O comandante da Operação Hefesto, tenente-coronel Vandner Valdivino Meirelles, explica que o fogo está controlado na parte mais alta do morro, que é plana. Contudo, os militares não conseguem atuar no combate direto nas partes íngremes. 

Para ajudar a combater o incêndio em pontos mais complicados, aeronaves poderão ser utilizadas. “Hoje a nossa prioridade é verificar a possibilidade de mandar aeronaves. Contudo, dependemos da visibilidade, do aeroporto estar aberto. Dependemos também da avaliação do comandante da aeronave, haja vista que o local é bem alto e não sabemos se a aeronave consegue fazer esse combate no local”, explica o comandante da operação.

A previsão é de que as guarnições fiquem por um bom tempo no Morro até a extinção do fogo. “O fogo está baixo agora, está fácil o combate direto nos locais que não são íngremes, nos locais íngremes não consegue combate direto. Nos locais mais planos, a gente consegue o combate direto e vamos nestas regiões debelar totalmente estes focos de incêndio e manter atividade de monitoramento 24 horas por dia”, relata. O combate direto é quando os Bombeiros conseguem atuar no combate ao fogo com uso de abafadores, bombas costais e sopradores. 

Não é possível fazer combate direto em pontos íngremes e aeronave pode ajudar. (Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)

Incêndios no Porto Esperança e Baía Tuiuiú

Há focos de incêndio espalhados em diferentes regiões do Pantanal. Na terça-feira (28), equipes foram encaminhadas para Porto Esperança, onde o fogo era visto mesmo de longa distância. Ao todo, 10 homens foram mobilizados para atuar na região, que fica a cerca de 85 quilômetros da sede do 3º Grupamento de Bombeiros Militar

Também nesta semana, equipes do Corpo de Bombeiros se deslocaram para a região da Baía Tuiuiú, onde famílias inteiras foram resgatadas após a ventania espalhar o fogo e ameaçar a vida dos ribeirinhos. Na baía, a ventania jogou as labaredas para a outra margem do Rio Paraguai, a uma distância de 260 metros. Para atuar na região, foram deslocadas três equipes com 15 bombeiros.

Na segunda-feira (27), as equipes abasteceram três barcos com mantimentos e equipamentos para montar a base avançada para os Bombeiros em uma propriedade rural próxima ao fogo. A ideia é que os militares fiquem no local 24 horas por dia, atuando no combate às chamas dia e noite. “A gente vai para a baía Tuiuiú e não sabemos quando vamos voltar”, disse o tenente-coronel. 

Jornal Midiamax