Cotidiano

Dose do coquetel contra Covid-19 aprovado pela Anvisa custa R$ 8,3 mil

Infectologista da Fiocruz afirma que tratamento não será acessível para o SUS

Dândara Genelhú Publicado em 20/04/2021, às 19h01

Remédios são apenas para casos leves e moderados.
Remédios são apenas para casos leves e moderados. - Foto: Reprodução.

Nesta terça-feira (20), a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o uso do coquetel Regn-CoV2 para tratamento da Covid-19. No entanto, uma dose conjunto de remédios custa em média R$ 8,3 mil. 

Assim, o infectologista e pesquisador da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Julio Croda, destaca que o coquetel não será acessível para o SUS (Sistema Único de Saúde). “A dose desse tratamento sai entre US$ 1.200 e US$ 1.500. Como um tratamento para evitar casos graves, continua sendo caro e, dificilmente, vai chegar aos pacientes do SUS, e nem o fabricante tem condições de produzir ampolas suficientes”, disse à CNN. 

Então, ele disse ainda que a aprovação da Anvisa deve dar ao Ministério da Saúde a possibilidade de estudar formas de usar os medicamentos no SUS. No entanto, o especialista acredita que o uso deve ser limitado por conta do valor.

Como funciona o coquetel?

O Regn-CoV2 foi aprovado para uso emergencial no tratamento contra Covid-19 no Brasil. No entanto, o coquetel deverá ser utilizado apenas em casos leves e moderados da doença. 

A tecnologia do coquetel evita, por meio de proteínas criadas em laboratórios, que o vírus entre nas células do corpo. Além disto, ele deve ser administrado em ambientes hospitalares. Ou seja, os pacientes com casos graves e moderados que forem receber o coquetel devem ir até os postos de saúde e hospitais. 

Também existe a definição de que os medicamentos devem ser usados apenas nos primeiros dias de infecção. O coquetel deve ser administrado em até 10 dias após o início dos sintomas e os resultados de melhora aparecem em dois dias.

Jornal Midiamax