Trabalhadores que atuam no criticaram o Governo de Mato Grosso do Sul por não receberem o auxílio emergencial destinados a bares, restaurantes e segmentos do turismo. Em manifesto publicado nesta terça-feira (29), o Sintems (Sindicato dos Transportadores Escolares de MS) classificou a medida como “vergonhosa”.

De acordo com o diretor financeiro do Sintems, André Vicente Cruz, a categoria pede ajuda financeira desde a paralisação das aulas presenciais em 2020, mas sem sucesso, o que teria causado uma baixa de cerca de 50% da categoria, equivalente a 500 profissionais. “Muitos colegas perderam suas vans para bancos ou venderam para se manter”, declarou Cruz.

“Ótimo o dar um auxílio emergencial para bares, restaurantes e turismo. Só que nós pedimos esse mesmo auxilio e não fomos atendidos, a educação sempre deixada de lado. É uma situação bem complicada que estamos passando, ainda com a volta das aulas talvez em julho, muitos colegas estão passando por dificuldade financeiras graves, uma vergonha”, disse Cruz.

Auxilio Estadual

Mil profissionais dos setores de turismo, bares e restaurantes como guias de turismo, agentes de viagem, organizadores de eventos, microempreendedores individuais e ambulantes do setor de alimentação vão receber um auxílio de R$ 1.000,00 por mês, durante seis meses.

Os 6.000 bares e restaurantes de Mato Grosso do Sul, optantes pelo Simples Nacional, o que representa 95% do mercado, terão isenção total de até dezembro de 2022. E as outras empresas do setor terão a redução da alíquota, que é de 7%, para 2%. O novo pacote também isenta de IPVA os veículos vinculados aos segmentos de turismo, bares e restaurantes.

A reportagem entrou em contato com o Governo de MS, mas ainda não foi respondida. O espaço segue em aberto.