Conforme dados do Sindag (Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola), os estados com maior número de aviões que prestam serviços aeroagrícolas são: Mato Grosso (550), (421), São Paulo (333), Goiás (299) e Paraná (147). Houve crescimento de 3,16% na frota de aviões agrícolas no país em 2020, com aumento da produção das commodities no campo. 

O balanço feito pelo ex-diretor da Sindag e consultor Eduardo Cordeiro de Araújo mostra que 2020 terminou com 1.459 aeronaves agrícolas pertencendo a empresas que fazem o trato de lavouras para os produtores rurais – os chamados operadores de Serviço Aéreo Especializado (SAE). O número representa um incremento de 38 aparelhos durante o ano. Ao mesmo tempo, 869 aeronaves estão com os chamados operadores privados (categoria TPP, segundo a Anac), que são fazendeiros, cooperativas ou usinas que têm seus próprios aviões – crescimento de 34 aviões e helicópteros. Os 24 aviões restantes na conta são de governos ou autarquias federais ou estaduais, além de protótipo e aeronaves de instrução.

O levantamento revela a tendência da volta do helicóptero ao mercado de aviação agrícola, pois de 2019 para 2020 houve aumento de 16 para 21 aparelhos após 40 anos ausente. Principalmente em áreas de terreno acidentado e com mais obstáculos ou sem pista de pouso a curta ou média distância, já que o equipamento pode pousar inclusive sobre o caminhão da equipe de apoio.

Quais serviços são realizados?

Entre os principais serviços realiizados por aviões agrícolas estão como semeadura, aplicação de agrotóxicos (químicos e biológicos) para proteção das lavouras, povoamento de rios e lagos com peixes e combate a incêndios florestais.

As principais razões pelos produtores utilizarem esse tipo de serviço são:

  • A terceirização do serviço permite que a semeadura seja realizada sem ocupar mão-de-obra da fazenda, que geralmente está sendo empregada na colheita de grãos;
  • A rapidez da técnica aérea possibilita disponibilizar grandes áreas em poucas horas de aplicação;
  • Com aeronaves é possível realizar a “sobre-semeadura”, lançando novas sementes antes da colheita das lavouras de grãos.

Combate a incêndios

Empresas de aviação agrícola constantemente são contratadas para realizar combate a incêndios florestais. O serviço foi muito utilizado em 2020 em Mato Grosso do Sul, quando o foi atingido por queimadas.

Para formar um piloto de combate a incêndios, o Estado ou a União precisam que o profissional chegue a pelo menos 370 horas de voo para poder pilotar um avião agrícola com motor a pistão (de porte menor). Com o qual ainda precisaria treinar voo baixo e sobre terreno difícil até conseguir passar para um avião agrícola turboélice (de porte maior e que são os modelos mais usados contra as chamas). O que pode demorar mais de dois anos, mesmo com investimento constante em treinamento.

Aeronave agrícola realizando combate a incêndio florestal
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Quer se tornar piloto de aviação agrícola em MS?

Pelo menos três turmas para formação de piloto aeroagrícola estavam agendadas para este ano em Mato Grosso do Sul, sendo que dois já foram realizados, confira abaixo:

Período previsto CURSO Local Nome da Entidade Telefone (s) E-mail Nº de disponíveis
JANEIRO  EXECUTOR EM AVIAÇÃO AGRÍCOLA (CEAA) & COORDENADOR EM AVIAÇÃO AGRÍCOLA (CCAA)* DOURADOS – MS AGADIR JHONATAN MOSSMANN (67) 996373032 (67) 999132487  mossmann.capacitacao@hotmail.com    15*
MARÇO  EXECUTOR EM AVIAÇÃO AGRÍCOLA (CEAA) & COORDENADOR EM AVIAÇÃO AGRÍCOLA (CCAA)* DOURADOS – MS AGADIR JHONATAN MOSSMANN (67) 996373032 (67) 999132488 mossmann.capacitacao@hotmail.com    15*
SETEMBRO  EXECUTOR EM AVIAÇÃO AGRÍCOLA (CEAA) & COORDENADOR EM AVIAÇÃO AGRÍCOLA (CCAA)* DOURADOS – MS AGADIR JHONATAN MOSSMANN (67) 996373032 (67) 999132492 mossmann.capacitacao@hotmail.com    15*