Cotidiano

Com mais de 3 mil mortes, MS tem 14ª maior índice de mortalidade no país

Mato Grosso do Sul chega a 3.024 mortes registradas por coronavírus desde o início da pandemia. Com isso, o estado tem uma taxa de mortalidade de 108,4 óbitos por Covid-19 a cada 100 mil habitantes, de acordo com os dados do Ministério da Saúde. O número coloca MS como o 14ª estado no ranking das […]

Mylena Rocha Publicado em 08/02/2021, às 12h11

(Foto: Henrique Arakaki)
(Foto: Henrique Arakaki) - (Foto: Henrique Arakaki)

Mato Grosso do Sul chega a 3.024 mortes registradas por coronavírus desde o início da pandemia. Com isso, o estado tem uma taxa de mortalidade de 108,4 óbitos por Covid-19 a cada 100 mil habitantes, de acordo com os dados do Ministério da Saúde. O número coloca MS como o 14ª estado no ranking das maiores taxas de mortalidade do Brasil. 

Conforme dados atualizados pelo Ministério da Saúde na noite de domingo (7), MS tem a menor taxa de mortalidade do Centro-Oeste. Enquanto MS tem 108,4 mortes por coronavírus a cada 100 mil habitantes, Goiás tem a taxa de mortalidade em 109,8, Mato Grosso tem taxa de 149,9 e o Distrito Federal amarga o primeiro lugar na região, com 153,2 óbitos a cada 100 mil moradores.

O estado do Amazonas, que vive uma colapso na saúde pública, tem a maior taxa de mortalidade do país: 217,2 mortes a cada 100 mil moradores. Em segundo lugar, está o Rio de Janeiro, com taxa de mortalidade de 177,2; em terceiro o Distrito Federal, com 153,2; em quarto o Mato Grosso, com 149,9 e em quinto lugar o Espírito Santo, com 149,2. Os estados com as menores taxas de mortalidade são: Maranhão (67,5), Bahia (69,7) e Minas Gerais (75,3).

Há uma diferença entre taxa de letalidade e de mortalidade. A taxa de letalidade é um parâmetro usado para medir a gravidade do coronavírus. A taxa representa a porcentagem de pacientes infectados que morreram. Ou seja, a letalidade mede a chance de uma pessoa morrer em consequência da Covid-19. Já o índice de mortalidade mede a chance de uma pessoa sem a doença se infectar e depois morrer.

Apesar de não estar no topo do ranking de mortalidade, Mato Grosso do Sul ainda tem um longo caminho a enfrentar para superar a pandemia de coronavírus. Durante as lives da SES (Secretaria de Estado de Saúde), a secretária adjunta Crhistinne Maymone tem alertado sobre o perigo da nova cepa do coronavírus. Mesmo com a chegada da vacina, a população deve continuar com o distanciamento social, uso de máscaras e cuidados com higiene pessoal.

Homens e idosos são maioria das mortes registradas

Dados da SES mostram que a grande maioria dos óbitos por coronavírus registrados em Mato Grosso do Sul é de idosos, já que eles fazem parte do grupo de risco e são mais vulneráveis às formas graves da doença. Das 3.024 mortes registradas, 75,9% eram de pacientes com 60 anos ou mais. 

Os homens são maioria entre os óbitos registrados, com 54,8%. Já as mulheres representam 45,2% dos óbitos. Além disso, os dados ainda mostram que os homens apresentam uma taxa de letalidade maior, de 2,1%. Já as mulheres têm 1,5% de letalidade pelo coronavírus. 

Jornal Midiamax