Cotidiano

Com 50 militares, polícia dispersa jovens nas ruas depois das 20h em Campo Grande

O decreto estadual entrou em vigor no domingo (14) com novas restrições e toque de recolher a partir das 20 horas em Mato Grosso do Sul. A medida tem como objetivo barrar o avanço do coronavírus diante do iminente colapso na saúde pública no estado. Com o decreto, operações foram realizadas para conter a desobediência […]

Mylena Rocha Publicado em 15/03/2021, às 07h49 - Atualizado às 11h13

Policiais revistaram jovens na Orla. (Foto: Chico Ribeiro)
Policiais revistaram jovens na Orla. (Foto: Chico Ribeiro) - Policiais revistaram jovens na Orla. (Foto: Chico Ribeiro)

O decreto estadual entrou em vigor no domingo (14) com novas restrições e toque de recolher a partir das 20 horas em Mato Grosso do Sul. A medida tem como objetivo barrar o avanço do coronavírus diante do iminente colapso na saúde pública no estado. Com o decreto, operações foram realizadas para conter a desobediência ao decreto, com abordagem, dispersão de pessoas e fechamento de bares. 

Campo Grande contou com uma frente de fiscalização com 16 viaturas, sendo 13 da Polícia Militar, duas do Batalhão de Choque e uma do Corpo de Bombeiros. A fiscalização contou com 50 homens, que percorreram três regiões da cidade. 

O Capitão Fernando da Costa Neves comandou a operação e explica que o objetivo era fazer a dispersão de pessoas que estavam fora do horário permitido e fechamento de estabelecimentos que não são essenciais. “A nossa intenção neste primeiro momento é orientação, caso nas próximas abordagens também haja descumprimento das regras, então haverá as punições cabíveis”, explicou ele.

As viaturas saíram para as ruas às 20 horas, seguindo pela Avenida Mato Grosso, depois Vila Planalto, chegando a Orla Morena, onde houve a primeira abordagem de sete jovens estavam no local. Após revista, eles foram informados sobre as regras e novo horário do toque de recolher e liberados. A Guarda Municipal e agentes de trânsito também estiveram na Orla, onde fizeram uma blitz. 

A fiscalização seguiu pela avenida Júlio de Castilho até chegar ao bairro do Zé Pereira. No local foi feita uma ocorrência em um bar que estava aberto, com 12 pessoas no recinto. Além da revista e fechamento do estabelecimento, também foi verificado se o local tinha o certificado de funcionamento do Corpo de Bombeiros. “Toda empresa precisa dispor deste documento, caso o dono não disponha ele pode ser notificado, receber infração ou até chegar a cassação e interdição do local”, explicou a cabo Graziella Tabosa. 

A operação também passou pelo Jardim Aeroporto, onde policiais abordaram 10 jovens que estavam nas ruas. Eles foram revistados, orientados e dispersados. As equipes passaram pelos bairros Taveirópolis, Tijuca, Coophavilla II, sendo que a maioria dos locais estava fechado, e pequenos grupos que permaneciam nas ruas eram orientados a seguir para suas residências. O comboio ainda percorreu a região do Lagoa e área central da cidade, com foco na dispersão de pessoas e orientação neste primeiro dia de toque de recolher.

O secretário estadual de Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, anunciou que todo efetivo estará à disposição para cumprimento do decreto e do toque de recolher. Se necessário, a fiscalização também pode contar com a tropa de choque. “Já empregamos em algumas localidades, que realizaram eventos com milhares de pessoas. Nós usaremos a tropa de choque ou qualquer tropa especializada na dispersão de aglomerações”.

Jornal Midiamax