Com a vacinação avançando, a taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no Estado tem tido baixa e em Campo Grande, 17 pessoas estão internadas em estado grave com Covid-19. Em junho desde ano, por exemplo, a Saúde enfrentou colapso quando taxa de ocupação de leitos de UTI chegaram a 106% com total de 579 leitos em MS

Conforme a Sala de Gestão da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), na tarde desta quarta-feira (22), por volta das 19h, eram 29 leitos e 17 pessoas internadas com covid na UTI. O número corresponde a 58% de ocupação. Os leitos clínicos são 24 e 11 pessoas infectadas estão em observação nos hospitais. 

O Painel Mais Saúde da SES (Secretaria Estadual de Saúde), mostra que no estado são 138 leitos, sendo que, do total, 24,6% estão ocupados. Ainda são 683 leitos clínicos e a ocupação é de 5,27%. Mato Grosso do Sul tem 72% da população totalmente vacinada e não é possível informar se os internados em estado grave nas UTIs foram imunizados. 

 54% dos mortos por covid não tomaram nem a 1ª dose da vacina

Desde que a vacina contra covid foi disponibilizada para a população, mais da metade das mortes pela doença em Campo Grande foram de pessoas que não se imunizaram. De janeiro até metade de dezembro, foram 2.240 moradores que morreram por coronavírus e não tomaram ao menos a primeira dose da vacina. O número representa 54% do total de 4.115 óbitos registrados no município.

Seja por não terem tido a oportunidade ou por decidirem não se vacinar, a Sesau explica que a contaminação pelo vírus pode ter acontecido antes mesmo da pessoa ser elegível para a vacinação.

“Com a conclusão do esquema vacinal da população, o número de óbitos começou a decrescer no município, o que pode ser observado em maio, onde o total de óbitos de pessoas sem nenhuma informação sobre vacinação é quase a metade no mês anterior”, disse em nota. A partir da data em que houve a ampliação da vacina a todo o público elegível em Campo Grande, os dados mostram serem 35 óbitos sem registro de vacinação entre o início do mês de setembro, quando toda a população com 12 anos ou mais já poderia ser vacinada, e a data atual.

Vale lembrar também que pode não ter tido o registro sobre a aplicação da vacina após a morte, não sendo preenchida a parte do formulário destinada a esta informação. A SES (Secretaria de Estado de Saúde) disse que não tem um sistema próprio para filtrar as informações referentes aos óbitos de pessoas sem vacina e explicou que cada hospital tem a sua dinâmica.