Cotidiano

'Cinturão da borracha' em MS já produz 30 mil toneladas de látex e quer dobrar em 10 anos

Atividade deve faturar R$ 220 milhões em 2022, além de uma arrecadação de ICMS para o Estado que pode chegar a R$ 30 milhões

Lucas Mamédio Publicado em 26/10/2021, às 15h19

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(Foto: Divulgação/Semagro)

Mato Grosso do Sul conta com o aquecimento exponencial de uma “nova” atividade econômica, no setor da agricultura, que está animando vários produtores e trabalhadores do campo: são as plantações de seringueiras, árvores cuja substância extraída, o látex, serve de matéria-prima para a borracha.

Já existe, inclusive, um chamado ‘cinturão da borracha’, que contempla cidades da região nordeste do Estado, principalmente Cassilândia, Aparecida do Taboado, Inocência, Paranaíba e Paraíso das Águas.

Segundo o presidente da Aprobat (Associação de Produtores de Borracha de MS), Eduardo Sanchez, que também preside o Sindicato Rural de Aparecida do Taboado, Mato Grosso do Sul deve produzir na safra de 2021/2022, que termina em julho do ano que vem, algo em torno de 30 a 35 mil toneladas de látex.

“Isso deve gerar um faturamento bruto do setor de R$ 220 milhões, além de uma arrecadação de ICMS para o Estado de R$ 25 a 30  milhões”.

Cassilândia é o maior produtor de seringueiras de MS, com 7.200 hectares de área plantada e cerca de 3,5 milhões de árvores. Em seguida, vem Aparecida do Taboado com 3.600 hectares e 1,8 milhão de árvores, na sequência, Inocência e Paranaíba com 2.000 hectares plantados e 1 milhão de árvores cada. Por último, entre as cidades expoentes, está Paraíso das Águas com 1.305 hectares e 650 mil árvores.

No total, em MS são 29 municípios que produzem seringueiras, isso dá mais de 23 mil hectares e 11,5 milhões de árvores espalhadas em 243 propriedades. A maioria da produção escoada para São Paulo, onde estão instaladas as indústrias de processamento.

Mão de obra

Por ser uma atividade relativamente nova no Estado, o presidente da Abrobat explica que a mão de obra qualificada tem sido um desafio, mas não um empecilho. “Nós temos trabalhado muito para qualificar os trabalhadores dos seringais por meio dos sindicatos rurais e dos produtores”.

Eduardo defende que a média salarial de um casal que trabalha no seringal é de R$ 5 mil, superior a de outras atividades.

“Nos próximos 10 anos, queremos dobrar a nossa produção e, para isso, estamos trabalhando no sentido de buscar incentivo e mão de obra qualificada que vá atender essa demanda”.

Jornal Midiamax