Cotidiano

Número de orelhões cai 26% em Campo Grande, mas telefones foram salvação em dia de 'apagão' nas redes

Com WhatsApp fora do ar, equipamentos foram lembrados por campo-grandenses na segunda-feira

Gabriel Maymone Publicado em 05/10/2021, às 08h57

Orelhões caíram em desuso e estão cada vez mais difíceis de ser encontrados
Orelhões caíram em desuso e estão cada vez mais difíceis de ser encontrados - Marcos Ermínio / Midiamax

De equipamentos indispensáveis nas décadas de 80 e 90 ao esquecimento nos dias atuais, os orelhões estão cada vez mais raros no cenário de Campo Grande. Mas, nem por isso deixam de ser úteis e são a salvação na hora da emergência. Na segunda-feira (4), por exemplo, pane geral deixou o WhatsApp fora do ar por mais de 6 horas — Facebook e Instagram também. Assim, muitos acabaram recorrendo ao bom e velho telefone público para se comunicar.

Com a propagação da tecnologia e o uso de celulares pela maior parte da população, esses equipamentos foram perdendo a utilidade e começaram a 'desaparecer' das ruas. Campo Grande, por exemplo, perdeu 26% dos telefones públicos em apenas um ano. Enquanto em 2020 eram 696 orelhões na cidade, o número caiu para 514 em agosto de 2021, segundo a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

Apesar da nostalgia, os novos tempos trazem mais conforto e segurança, afinal, não é mais necessário ficar procurando um orelhão para se comunicar com alguém. E mais, ficar sem notícia de algum familiar ou amigo que está na rua também é algo mais difícil de acontecer na era do WhatsApp.

Entretanto, de vez em quando somos pegos desprevenidos com falta de bateria ou de sinal. E é nesse momento que os orelhões se tornam essenciais. Foi há 2 anos, mas um telefone público salvou Janeth Marques, 54. "Não tinha celular com internet e meus créditos acabaram, tive que partir para o orelhão, foi uma emergência", lembra.


Equipamentos continuam disponíveis para uso da população - Foto: Marcos Ermínio / Midiamax

Ela trabalha em um hotel com orelhão em frente e confirma que 'de vez em quando' tem gente usando os equipamentos. "Querendo ou não, ainda existem pessoas que não têm condições de comprar celular e utilizam o orelhão quando precisam", pondera.

Outro orelhão está localizado em frente à Escola Estadual Maria Constança Barros e também 'socorre' algumas pessoas, conforme a servidora Elizabeth Colman, 65. "Não é sempre, mas não dá para dizer que é raro. De vez em quando vejo alguém usando", diz a funcionária, que sempre está na frente do colégio recebendo os alunos.

Números

Confira abaixo a quantidade de orelhões existentes em agosto de 2021 nos municípios de MS. Nota: TUP significa Telefone Urbano Público.

Jornal Midiamax