Cotidiano

Associação Médica de MS assina boletim da AMB contra remédios do ‘kit covid’

Associação Médica do Mato Grosso do Sul assina boletim da AMB (Associação Médica Brasileira) onde afirma que a utilização dos medicamentos hidroxicloroquina/cloroquina, ivermectina, nitazoxanida, azitromicina e colchicina deve ser banida do combate à pandemia, pelo fato de não possuírem eficácia científica comprovada no tratamento ou prevenção da covid-19. A AMB, entidade que re...

Diego Alves Publicado em 23/03/2021, às 21h52 - Atualizado em 24/03/2021, às 09h21

Presidente Jair Bolsonaro com caixa de hidroxicloroquina no Palácio da Alvorada, em Brasília 23/07/2020 REUTERS/Adriano Machado
Presidente Jair Bolsonaro com caixa de hidroxicloroquina no Palácio da Alvorada, em Brasília 23/07/2020 REUTERS/Adriano Machado - Presidente Jair Bolsonaro com caixa de hidroxicloroquina no Palácio da Alvorada, em Brasília 23/07/2020 REUTERS/Adriano Machado

Associação Médica do Mato Grosso do Sul assina boletim da AMB (Associação Médica Brasileira) onde afirma que a utilização dos medicamentos hidroxicloroquina/cloroquina, ivermectina, nitazoxanida, azitromicina e colchicina deve ser banida do combate à pandemia, pelo fato de não possuírem eficácia científica comprovada no tratamento ou prevenção da covid-19.

A AMB, entidade que reúne mais de 80 sociedades de especialidades e órgãos federados do país, se manifestou nesta terça-feira (23) contra o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19, como hidroxicloroquina e ivermectina, no tratamento da doença causada pelo novo coronavírus.

Alguns desses medicamentos, que fazem parte do chamdo”kit covid”, têm sido indicados pelo presidente Jair Bolsonaro desde o início da pandemia, para o chamado tratamento precoce da doença causada pelo coronavírus.

A AMB também alerta para que os pacientes com suspeita ou covid-19 confirmada não devem se automedicar, dizendo que fármacos como corticoides, dexametasona e predinisona, utilizados fora do período correto podem piorar a evolução da doença.

“Aos médicos, reafirmamos que o uso de corticoides e anticoagulantes devem ser reservados exclusivamente para pacientes hospitalizados e que precisem de oxigênio suplementar, não devendo ser prescritos na covid leve”, acrescentou. “Fake news desorientam pacientes”, disse a AMB.

Jornal Midiamax