Cotidiano

Após ser notificada, usina rebate e ‘culpa’ ONS pela seca do Rio Sucuriú em MS

A seca do Rio Sucuriú tem deixado os moradores de Três Lagoas intrigados após o rio recuar cerca de 50 metros nesta segunda-feira (4). A CTG Brasil, empresa que administra a Usina de Jupiá havia negado responsabilidade diante da situação e rebateu, afirmando que a ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) seria o “culpado” pelo […]

Mariane Chianezi Publicado em 06/01/2021, às 14h22 - Atualizado em 07/01/2021, às 13h26

Foto: Reprodução/Perfil News
Foto: Reprodução/Perfil News - Foto: Reprodução/Perfil News

A seca do Rio Sucuriú tem deixado os moradores de Três Lagoas intrigados após o rio recuar cerca de 50 metros nesta segunda-feira (4). A CTG Brasil, empresa que administra a Usina de Jupiá havia negado responsabilidade diante da situaçãoe rebateu, afirmando que a ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) seria o “culpado” pelo baixo nível do rio.

Conforme nota da empresa ao Jornal Midiamax, a redução no volume do rio seria temporário e estaria relacionada com determinação da ONS para preservar o maior volume de água nos reservatórios de acumulação da usina.

“Essa ação está sendo implementada pelo ONS na tentativa de minimizar os efeitos da forte estiagem evidenciada nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil desde 2019 e garantir a segurança energética do país” explicou.

Ainda em nota, a CTG Brasil pontua que a Usina Hidrelétrica de Jupiá opera com vazão reduzida atualmente, para fins de geração de energia, liberando a quantidade mínima de água.

“O nível do reservatório encontra-se dentro da faixa de operação autorizada pelos órgãos ambientais e regulatórios. A Empresa ressalta ainda que a operação da UHE Jupiá e de todas as usinas hidrelétricas do País é coordenada pelo ONS, tanto no que se refere à geração de energia quanto ao controle do nível dos reservatórios. Essa operação leva em consideração diversos fatores, como o usos múltiplos e os níveis dos demais reservatórios do País.

Nesta terça-feira (5), o prefeito Angelo Guerreiro (PSDB),  junto a representantes do MPMS (Ministério Público) e do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) estiveram no local. O promotor Antônio Carlos Garcia de Oliveira afirmou que encaminharia uma notificação a empresa, CTB Brasil, responsável pela usina, além da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e a ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da ONS e aguarda retorno.

Rio secando

De acordo com informações de uma moradora local, o recuo do rio está chegando a 50 metros do normal. Os moradores afirmam que, há mais de décadas isso não acontecia. “É muito triste ver o que está acontecendo. Ninguém faz nada”, disse.

Em uma fazenda, também foi registrado uma seca no rio. “Surpreendente a situação do rio. A praia do balneário desapareceu, os caras estão empurrando os barcos no braço. Secou. É de se preocupar”, disse um morador em vídeo.

*matéria atualizada às 13h20 para correção de informação

Jornal Midiamax