Cotidiano

Após 73 anos, Expresso Queiroz para atividades por incapacidade de atender passageiros em MS

Em auditoria, Agepan constatou que atendimento prestado pela empresa está precário

Mariane Chianezi Publicado em 27/10/2021, às 14h08

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Rones Cezar/Alvorada Informa

Com atendimento mais antigo que a própria criação do Estado de Mato Grosso do Sul, a Expresso Queiroz irá parar as atividades após 73 anos. A decisão aconteceu após Agepan (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos) constatar que a empresa está com incapacidade de atender os passageiros em MS.

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Foto: Reprodução/VDC Voz Dourados

Em auditoria realizada pela agência, foi identificado que a empresa de transportes está em situação precária, sem condições de continuar operando as linhas no sistema de transporte intermunicipal de passageiros.

Por fim, a Agepan não renovou as autorizações de linhas e determinou a paralisação. Com isso, outras transportadoras poderão assumir essas linhas e oferecer o atendimento adequado.

“Relatórios gerados pelo processo administrativo de acompanhamento aberto no início de 2021 e por uma recente auditoria técnico-operacional demonstram que a empresa está em situação financeira líquida de insolvência e não cumpre os requisitos para conseguir prestar o serviço”, divulgou a Agepan.

Incapaz de atender passageiros

Desde fevereiro deste ano, a área de transportes realizou o monitoramento da empresa, considerando suas pendências junto à Agepan, para verificar se havia condições de renovação das autorizações.

Com 14 linhas autorizadas formalmente, a transportadora encontrava-se em meio a um processo judicial de dissolução de sociedade e com pendências cadastrais e financeiras. Para não acontecer a interrupção repentina do atendimento aos usuários, provisoriamente foi concedida a autorização.

No entanto, o compromisso de um Plano de Ação com providências para sanar as pendências não foram cumpridos, resultando em uma auditoria técnico-operacional na empresa. A Comissão de Auditoria analisou todos os documentos disponibilizados pela transportadora e os dados disponíveis na própria Agência. O Relatório de Fiscalização de Conformidade Regulatória concluiu pela ‘situação líquida de insolvência’.

A renovação cadastral ficou impossibilitada pela falta de diversas certidões e documentos de apresentação obrigatória, exigidos legalmente para todos os operadores do Sistema.

A Auditoria identificou também que a empresa não cumpre a exigência relativa ao capital social mínimo, e encontra-se em situação de total endividamento. Há dívidas, inclusive, de parcelamentos de negociações anteriores com a própria Agência.

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