Cotidiano

Sem Sisu, cursinhos focam em conteúdo mais objetivo para vestibular da UFMS

Há duas semanas, os estudantes de Mato Grosso do Sul foram pegos de surpresa pela decisão interna da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), que anunciou que os ingressos de novos alunos seriam apenas pelo vestibular e Passe (Programa de Avaliação Seriada). Sem o Sisu (Sistema de Seleção Unificada), os cursinhos em Campo […]

Mariane Chianezi Publicado em 02/11/2020, às 07h41 - Atualizado às 14h39

Foto: Ilustrativa
Foto: Ilustrativa - Foto: Ilustrativa

Há duas semanas, os estudantes de Mato Grosso do Sul foram pegos de surpresa pela decisão interna da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), que anunciou que os ingressos de novos alunos seriam apenas pelo vestibular e Passe (Programa de Avaliação Seriada). Sem o Sisu (Sistema de Seleção Unificada), os cursinhos em Campo Grande voltaram o foco para os conteúdos mais objetivos, focando na prova da federal.

De acordo com a coordenadora pedagógica do Instituto Lutter King, Renilda Ferreira dos Santos, as aulas seguem acontecendo normalmente através de grupos das redes sociais e vídeos e a novidade da UFMS impactou os alunos.

“Eles ficaram bastante preocupados, pois é uma forma a menos de ingressar na universidade. Mas com essa nova realidade, vamos trabalhar ainda mais a fundo os conteúdos programáticos da UFMS, intensificar as matérias mais objetivas. Estamos trabalhando todos os perfis de provas, tanto o Enem, vestibular e Passe”, comentou.

Um dos professores do Cursinho Dom Bosco, Fernando “Barney”, disse que tanto os alunos do colégio, quanto do cursinho, estão se dedicando nos conteúdos desde o começo deste ano e com o adiamento do Enem para o próximo ano, possibilitou que a maratona de estudos pudesse ser mais trabalhada.

“Já trabalhamos muitas questões de vestibulares e o que vamos fazer é nos preparar mais e continuar estudando até o retorno das férias em janeiro”, disse.

Na visão do professor, o fato do Sisu sair do processo de seleção da UFMS pode ser, na verdade, um método que abre mais o leque de oportunidades para os estudantes locais. “Queremos muito que nossos alunos façam a UFMS. É mais bacana para o aluno daqui, porque o vestibular diminui a concorrência, pois o Sisu abre vagas para todo o país. Assim eles podem ingressar nos cursos mais concorridos por aqui”, comenta.

Fernando explica que as provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e o vestibular da UFMS são bastante distintos. “O Enem é uma prova mais extensa, com 45 questões cada área, são questões mais lógicas e interpretativas. Já o vestibular, é muito mais conteudista, objetivo, com 15 questões mais caprichadas de cada área”, explicou.

Vestibular na UFMS

A UFMS informou que a suspensão do ingresso de alunos pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada) em 2021 foi causada pelos atrasos em consequência da pandemia da Covid-19, o novo coronavírus.

Em nota, a instituição explicou que está em processo de finalização de aulas do segundo semestre deste ano e milhares de estudantes que aguardam pela formatura acabaram sendo prejudicados pelo adiamento das aulas presenciais, permanecendo nas aulas à distância.

Além disso, em razão do adiamento das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e liberação dos resultados das provas do Sisu, outras universidades também estão buscando alternativas emergenciais para que os 22 mil alunos matriculados não sejam lesados.

Adiamento do Enem

A confirmação do adiamento aconteceu por meio de uma entrevista coletiva, onde as novas datas para a execução do Enem de 2020 foi divulgada. A prova impressa deverá ser realizada nos dias 17 e 24 de janeiro, enquanto para a prova digital, ficaram reservada as datas de 31 de janeiro e 7 de fevereiro de 2020.

Outras datas como reaplicação do Enem Digital também foram divulgadas: 24 e 25 de fevereiro. O resultado das provas acontecem no dia 29 de março. A divulgação das datas aconteceu por meio de videoconferência, composta pelo secretário-executivo do MEC, Antonio Paulo Vogel, e pelo presidente do Inep, Alexandre Lopes em julho.

Jornal Midiamax