Cotidiano

Sem energia em posto de saúde, moradores não conseguem marcar exames nas Moreninhas

A UBSF (Unidade Básica de Saúde da Família) do Moreninhas, em Campo Grande, enfrenta problemas na rede elétrica de energia e suspendeu os atendimentos, nesta sexta-feira (11). Materiais que precisam de armazenamento em geladeiras, como vacina e insulina, foram remanejados para outras unidades, e pacientes não conseguem marcar exames. Conforme a comerciante Aisha Shritkh, esteve […]

Karina Campos Publicado em 11/12/2020, às 16h41 - Atualizado às 16h49

Equipes da Sisep estão no local. (Foto: Leonardo de França)
Equipes da Sisep estão no local. (Foto: Leonardo de França) - Equipes da Sisep estão no local. (Foto: Leonardo de França)

A UBSF (Unidade Básica de Saúde da Família) do Moreninhas, em Campo Grande, enfrenta problemas na rede elétrica de energia e suspendeu os atendimentos, nesta sexta-feira (11). Materiais que precisam de armazenamento em geladeiras, como vacina e insulina, foram remanejados para outras unidades, e pacientes não conseguem marcar exames.

Conforme a comerciante Aisha Shritkh, esteve na unidade às 9h para pegar o resultado do exame de Covid-19, mas pela falta de sistema, não conseguiu a resposta. O marido testou positivo para doença, e ela aguardava o diagnóstico. “É inadmissível, bem esquisito. Imagina para quem não tem condições de esperar”, disse.

Diabética e com hipertensão, a cozinheira Antônia Aparecida de Arruda, 53, foi até a unidade retirar os remédios necessários para tratamento, mas não conseguiu retirar, já que as doses de insulina foram remanejadas pela falta de resfriamento. “Fica complicado. Tomo (doses de insulina), três vezes por dia, e se eu não tivesse em casa? ”, desabada.

Sem energia em posto de saúde, moradores não conseguem marcar exames nas Moreninhas
Eliane e a mãe maria tentaram marcar exame. (Foto: Leonardo de França)

A costureira Eliane de Souza,51, tentou agendar o exame para o teste rápido para a mãe que é idosa e faz parte do grupo de risco, mas sem sucesso, pela queda no sistema.  “Me sinto frustrada e abandonada. Você precisa de atendimento e não consegue nada”, disse Maria Tomazio,75.

Com um ponto de salgado há sete anos em frente a unidade, Ivone Santos da Silva,58, diz que a reclamação é recorrente entre os pacientes, começando neste ano com as frequentes chuvas acompanhas com vento.

“É direto esse problema. As pessoas sentam, comem salgado e contam que não conseguem atendimento porque está sem energia. Tem gente que vem de longe e vai embora sem ser atendido”, explicou.

Equipes da Sisep (Secretaria Municipal De Infraestrutura E Serviços Públicos) estavam no local. Segundo a prefeitura, o fornecimento de energia à unidade foi interrompido durante a manhã e início da tarde para reparo no cabeamento.

“A medida foi necessária pois desde ontem a unidade está com oscilação de energia. Todos os pacientes que estavam com algum atendimento marcado foram comunicados com antecedência. Aqueles que eventualmente acabaram procurando a unidade foram acolhidos, orientados e referenciados à uma unidade mais próxima”, informou em nota.

Jornal Midiamax