Cotidiano

Profissionais de saúde podem receber dose de vacina BCG a partir de outubro, diz SES

A SES (Secretaria Estadual de Saúde) informou no Boletim Epidemiológico do Coronavírus, por meio de transmissão ao vivo neste sábado (12), que profissionais de saúde do Estado e município de Campo Grande, podem começar receber a primeira dose da vacina BCG a partir de outubro. A capital foi uma das cidades escolhidas para receber a […]

Danielle Errobidarte Publicado em 12/09/2020, às 12h29 - Atualizado às 13h34

Anúncio foi feito durante live da SES neste sábado. (Foto: Reprodução/Facebook)
Anúncio foi feito durante live da SES neste sábado. (Foto: Reprodução/Facebook) - Anúncio foi feito durante live da SES neste sábado. (Foto: Reprodução/Facebook)

A SES (Secretaria Estadual de Saúde) informou no Boletim Epidemiológico do Coronavírus, por meio de transmissão ao vivo neste sábado (12), que profissionais de saúde do Estado e município de Campo Grande, podem começar receber a primeira dose da vacina BCG a partir de outubro. A capital foi uma das cidades escolhidas para receber a fase 3 dos testes.

A vacina BCG, produzida em parceria com a Bill & Melinda Gates, dos EUA, e a Universidade de Melbourne, na Austrália, será testada em três mil trabalhadores de saúde do Brasil. Aqui no país, 2 mil doses serão ofertadas a Campo Grande e outras mil ao Rio de Janeiro (RJ). Participam também Austrália, Reino Unido, Holanda e Espanha.

A participação é voluntária e os profissionais devem preencher um cadastro. Eles serão acompanhados semanalmente durante um ano. A secretária adjunta de estado de saúde Crhistinne Mayome afirmou que “conta com a colaboração dos profissionais para colocar seus nomes caso se adequem aos critérios”.

O infectologista e pesquisador da Fiocruz Júlio Croda, explica que qualquer pessoa que apresentar sintomas da Covid-19 terá, além do acompanhamento, o teste conhecido como swab nasal, o RT-PCR, realizado. Durante toda a fase de testes, os profissionais também receberão visitas regulares em três, seis e doze meses, até o final da pesquisa.

Ainda segundo o professor, é na fase 3 que será possível saber se a vacina é eficaz e segura. “80% das vacinas do mundo falham na fase 3. É necessário pelo menos uma eficácia em 50% das pessoas testadas, para só então poder ser liberada para fabricação em larga escala e distribuição”, completou.

O link disponibilizado pela SES para inscrição antecipada dos profissionais de saúde pode ser conferido clicando aqui.

Jornal Midiamax