Cotidiano

Procura cresce 300% e escassez de testes de Covid-19 nas farmácias preocupa

A segunda onda do coronavírus em Mato Grosso do Sul colocou todos os moradores em alerta após aumento de casos em boletins epidemiológicos dos órgãos de saúde. Com os números em crescente aumento a cada dia, a procura pelos testes de Covid-19 cresceu não só nos setores públicos, como também nas farmácias de Campo Grande. […]

Mariane Chianezi Publicado em 04/12/2020, às 08h44 - Atualizado às 11h54

Encontrar farmácias que possuem testes não é tarefa fácil (Foto: Leonardo de França, Midiamax)
Encontrar farmácias que possuem testes não é tarefa fácil (Foto: Leonardo de França, Midiamax) - Encontrar farmácias que possuem testes não é tarefa fácil (Foto: Leonardo de França, Midiamax)

A segunda onda do coronavírus em Mato Grosso do Sul colocou todos os moradores em alerta após aumento de casos em boletins epidemiológicos dos órgãos de saúde. Com os números em crescente aumento a cada dia, a procura pelos testes de Covid-19 cresceu não só nos setores públicos, como também nas farmácias de Campo Grande.

A reportagem do Jornal Midiamax percorreu os quatro cantos da Capital para localizar farmácias que realizam os testes e, após dezenas de estabelecimentos visitados, apenas três afirmaram ser fornecedoras do exame.

A proprietária de uma drogaria localizada na Rua Rui Barbosa, no Centro, disse que a procura pelos testes cresceu 300% nas últimas duas semanas e que de 10 avaliações, 4 moradores são confirmados com o vírus.

“Antes chegávamos a ficar uma semana sem ninguém procurar o teste, agora tem até 3 testes por dia. Direcionamos um profissional para atender somente a essa procura, de tanto que cresceu”, explicou. Nesta farmácia, tem apenas disponível o teste rápido, que custa R$ 110.

Procura cresce 300% e escassez de testes de Covid-19 nas farmácias preocupa
Foto: Leonardo de França, Midiamax

Em uma farmácia na Avenida Bandeirantes, a gerente Andreia Soares, disse que a procura pelos testes cresceu logo após às eleições municipais. “Em média, atendemos 100 pessoas por dia e 80% está dando positivo. A fila estava indo para fora da farmácia”, explicou. Agora, o estabelecimento passou a atender apenas por agendamento para evitar aglomerações.

Na farmácia tem disponível os dois testes: o RT-PCR, conhecido por ser feito com uma haste, custa R$ 99. Já o teste rápido custa R$ 79,90. Caso o morador queira realizar os dois, a farmácia faz por R$ 149 o “combo”.

Em uma farmácia da mesma rede na Avenida Ceará, os valores são os mesmos e o farmacêutico, Rafael Guilherme, de 26 anos, explica que por dia, 50 exames são feitos. De cada 25 testes, que ele realiza, 10 dão positivo.

Testes na rede pública

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) informou que desde o início da Pandemia, novembro foi o mês com maior procura por testes RT-PCR nos drive-thrus e a agenda está lotada. Uma pessoa que liga nesta quinta-feira (3) para agendar uma testagem, só consegue ser atendida quatro dias depois.

Para quem enfrentou dificuldades no agendamento, há outras saídas. Há 12 unidades básicas de saúde que realizam o teste RT-PCR, que é considerado o padrão ouro para identificar a doença. As outras unidades de saúde da Capital têm o teste rápido. Além disso, algumas farmácias e laboratórios de Campo Grande também oferecem o teste rápido, caso o paciente opte por pagar pelo exame.

Sesau informa que os pacientes podem procurar a unidade de saúde que estiver mais próximo de casa, independente de qual seja. Caso ele se encaixe nos requisitos para o exame RT-PCR, ou seja, caso esteja entre o 3º e 8º dia do sintoma, um exame será agendado em uma das 12 unidades de saúde de referência para o exame. Confira aqui a lista das unidades.

Números em MS

Mato Grosso do Sul já soma 102.236 casos confirmados de Covid-19, com 1.134 novos registros nesta quinta. Ocorreram mais 11 mortes, totalizando 1.804 óbitos causados pela doença, conforme o Boletim Epidemiológico do novo Coronavírus, apresentado nesta quinta-feira (3) pela SES.

Com tal cenário, o estado chega a uma média móvel de 1.006 casos por dia. Esta é a maior média móvel desde o início da Pandemia, considerando que o pico foi registrado na semana 35ª epidemiológica, com 6.135 casos, ou seja, média de 876 casos por dia na semana de pico.

As novas mortes foram registradas em Campo Grande (9), Dourados (1) e Jardim (1). A SES também destacou que MS já contabiliza um total de 388.424 casos notificados, dos quais 277.533 foram descartados. Há 2.415 testes em análise no Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública) e 6.240 casos sem encerramento pelos municípios.

Jornal Midiamax